Category: Metodologias de Ensino

Agrupamentos de alunos? Atenção!

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Considerando a heterogeneidade da composição dos alunos de uma sala de aula na contemporaneidade onde a prevalências da inclusão e do trabalho coletivo pressupõe mudanças paradigmáticas educacionais, a análise do recurso de agrupamentos, merece atenção por parte dos educadores.

Os professores já identificam os benefícios do uso de projetos de aprendizagem colaborativos  e reconhecem a importância do desenvolvimento e construção das habilidades de convivência e cooperação. Os argumentos para o trabalho em grupo são consistentes e indicados pelos diversas concepções e filosofias educacionais. As possibilidades de trocas, confrontos, desafios, etc., mobilizam habilidades em direção ao convívio, desenvolvendo autoestima e construção de atitudes de altruísmo.

A heterogeneidade pode ser salutar e enriquecedora para aperfeiçoar a aprendizagem com bases nas principais teorias de como crianças e jovens se relacionam, apropriam e constroem seus conhecimentos. O agrupamento contribui de forma significativa para construir relações pessoais e interpessoais na medida em que cada aluno contribui com o grupo sob a supervisão e intervenção do professor.

No entanto, um dos grandes desafios enfrentado por muitos professores consiste em descobrir como um agrupar alunos de forma que o trabalho coletivo resulte em aprendizagem eficaz para todos os integrantes. Alguns professores evitam os agrupamentos por não acreditar em resultados positivos por conta da grande dispersão da atenção e perda de foco.

Isso possibilita alguns questionamentos interessantes.

Todo agrupamento de alunos é necessariamente produtivo? Que fatores devem ser levados em conta para que o agrupamento resulte em sucesso? Em que momentos o agrupamento é recurso didático eficaz?

É preciso repensar e entender as relações pedagógicas e interpessoais que possam ocorrer dentro do grupo, para que o professor possa aproveitar eficazmente dos agrupamentos.

Para tanto, convém considerar algumas indagações sobre o assunto que possam contribuir nas reflexões:

1- Para agrupamentos externos é considerado a distância e o acesso a materiais didáticos e ferramentas virtuais aos integrantes?

2- Os alunos têm como se encontrar fora do horário das aulas, na escola ou fora da escola para a realização das atividades propostas?

3- Os alunos estão agrupados de forma homogênea ou heterogênea de acordo com suas capacidades?  Têm condições de superar as diferenças? Os mais fracos terão condições de acompanhar os trabalhos com os mais fortes?

4- Os agrupamentos são os mesmos entre as diferentes disciplinas ou professores?  Um aluno pode estar em agrupamentos diferentes, simultaneamente? Os agrupamentos são os mesmos para o ano todo ou variam ao longo do ano?

5- Os agrupamentos atendem a interesses comuns dos alunos? Atendem aos objetivos gerais ou específicos do conteúdo conceitual ou procedimental?

6- Os alunos estão agrupados com objetivos de desenvolver uma ou mais habilidades específicas?

7- Os grupos são criados aleatoriamente? São escolhidos e organizados pelo professor? Qual a quantidade de integrantes? Usa o mesmo critério de agrupamento?

8-Utiliza o trabalho em grupo por puro “modismo”? Por força dos superiores? Para resolver conflitos de relacionamento entre alunos?

9- O trabalho em grupos é acompanhado sistematicamente? Existe um plano ou planilha ou cronograma para as etapas de entrega?

É preciso estar alerta e aberto para organizar e modificar os grupos de acordo com o plano das aulas, sem perder em vista a importância do trabalho individual. Leituras, pesquisas e discussões a respeito do assunto, irão fortalecer a concepção para a organização de agrupamentos realmente produtivos e eficazes de aprendizagem.

Tem mais alguma sugestão ou contribuição sobre o assunto? Encaminhe!

Pense sobre isso! Deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

 

Início de ano letivo: projetando avaliação diagnóstica

Lupa - Diagnóstica

Olá, gente… 

Um dos maiores desafios educadores enfrentam hoje é como diferenciar o ensino dentro da sala de aula. E o melhor momento para refletir sobre esse assunto é justamente o início do ano letivo. Para escolher um cenário comum, o professor de determinada disciplina do Ensino Médio, ou o polivalente do Fundamental, pode ter alunos que trabalham em sensíveis e diferentes níveis de conhecimentos da disciplina ou componente curricular. 

Alguns alunos podem estar aquém da curva média da classe, enquanto outros podem estar numa posição bastante avançada. Mesmo os estudantes que, aparentemente, parecem estar num mesmo nível de aprendizagem, podem apresentar muitas diferenças no domínio efetivo de conhecimentos ou nos pré-requisitos de aprendizagem. 

Neste sentido, o cenário sobre o domínio de conhecimentos numa sala de aula é muito variado tendo em vista as diferenças individuais, caracterizando específicos momentos na apropriação e desenvolvimento dos níveis de competência. 

Com essas considerações, um planejamento de aprendizagem rígido ou inflexível, desconsiderando esses aspectos da diversidade, pode criar situações de frustração e desânimo ao grupo mais avançados e prejudicar o estímulo à aprendizagem, ao grupo que apresentam maiores dificuldades no processo. 

Localizar o ponto exato das dificuldades de cada aluno é tarefa muito complexa, tendo em vista o formato e organização da sala de aula em todos os sistemas educacionais brasileiras. Porém, isso não pode soar como desânimo à docência. 


A construção e o emprego de bons instrumentos diagnósticos de avaliação, pode melhor precisar e identificar as lacunas do conhecimento de cada aluno e facilitar ao professor elaborar um plano de intervenção eficaz.

Este é o momento onde a avaliação individualizada desempenha um papel crítico para identificar as reais lacunas do conhecimento de um aluno e construir um plano de itinerários pedagógicos personalizados, visando melhorar, garantir ou avançar no desenvolvimento da aprendizagem. 

Pode a princípio parecer muito difícil ou impossível. Contudo, à medida que se exercita essa prática docente, rapidamente passa a se transformar em rotina que em pouco tempo contribuirá com resultados satisfatórios e a alegria da docência. 

Experimente! 

Pense sobre o assunto e encaminhe suas experiências relacionadas com o tema. 


Postado por Michel Assali

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