Category: Gestão da Sala de Aula

Final de semestre: 9 formas comuns de avaliar

Olá, gente…grafico-1

O término do semestre se caracteriza por reunir um conjunto de registros referentes ao desempenho do aluno, possibilitando uma série de reflexões a respeito das intervenções necessárias para a próxima etapa de ensino.

Submeter o planejamento do curso a análise e avaliação passa a ser fundamental para retomar o currículo, alinhar metodologias e ajustar as metas previstas visando aperfeiçoar cada vez mais o processo ensino e aprendizagem.

A construção e uso de instrumentos precisos de avaliação, torna-se cada vez mais imprescindível para o controle e acompanhamento do trabalho docente.

Para auxiliar as reflexões sobre o assunto, encaminho em arquivo anexado, material para apreciação com objetivo de contribuir com a melhoria da organização do trabalho pedagógico.

Confira abaixo, os 9 jeitos mais comuns de avaliar que, usados com critérios bem definidos, contribuem fortemente para um exclente trabalho docente.

Prova objetiva
definição Série de perguntas diretas, para respostas curtas, com apenas uma solução possível.
função Avaliar quanto o aluno apreendeu sobre dados singulares e específicos do conteúdo
vantagens É familiar às crianças, simples de preparar e de responder e pode abranger grande parte do exposto em sala de aula.
atenção Pode ser respondida ao acaso ou de memória e sua análise não permite constatar quanto o aluno adquiriu de conhecimento.
planejamento Selecione os conteúdos para elaborar as questões e faça as chaves de correção; elabore as instruções sobre a maneira adequada de responder às perguntas.
análise Defina o valor de cada questão e multiplique-o pelo número de respostas corretas.
como utilizar as informações Liste os conteúdos que os alunos precisam memorizar; ensine estratégias que facilitem associações, como listas agrupadas por idéias, relações com elementos gráficos e ligações com conteúdos já assimilados.
Prova dissertativa
definição Série de perguntas que exijam capacidade de estabelecer relações, resumir, analisar e julgar.
função Verificar a capacidade de analisar o problema central, abstrair fatos, formular idéias e redigi-las.
vantagens O aluno tem liberdade para expor os pensamentos, mostrando habilidades de organização, interpretação e expressão.
atenção Não mede o domínio do conhecimento, cobre amostra pequena do conteúdo e não permite amostragem.
planejamento Elabore poucas questões e dê tempo suficiente para que os alunos possam pensar e sistematizar seus pensamentos.
análise Defina o valor de cada pergunta e atribua pesos a clareza das idéias, para a capacidade de argumentação e conclusão e a apresentação da prova.
como utilizar as informações Se o desempenho não for satisfatório, crie experiências e motivações que permitam ao aluno chegar à formação dos conceitos mais importantes.
Seminário
definição Exposição oral para um público leigo, utilizando a fala e materiais de apoio adequados ao assunto.
função Possibilitar a transmissão verbal das informações pesquisadas de forma eficaz.
vantagens Contribui para a aprendizagem do ouvinte e do expositor, exige pesquisa, planejamento e organização das informações; desenvolve a oralidade em público.
atenção Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido.
planejamento Ajude na delimitação do tema, forneça bibliografia e fontes de pesquisa, esclareça os procedimentos apropriados de apresentação; defina a duração e a data da apresentação; solicite relatório individual de todos os alunos.
análise Atribua pesos à abertura, ao desenvolvimento do tema, aos materiais utilizados e à conclusão. Estimule a classe a fazer perguntas e emitir opiniões.
como utilizar as informações Caso a apresentação não tenha sido satisfatória, planeje atividades específicas que possam auxiliar no desenvolvimento dos objetivos não atingidos.
Trabalho em grupo
definição Atividades de natureza diversa (escrita, oral, gráfica, corporal etc) realizadas coletivamente.
função Desenvolver o espírito colaborativo e a socialização
vantagens Possibilita o trabalho organizado em classes numerosas e a abrangência de diversos conteúdos em caso de escassez de tempo.
atenção Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar comparações na apresentação de um tímido ou outro desinibido.
planejamento Proponha uma série de atividades relacionadas ao conteúdo a ser trabalhado, forneça fontes de pesquisa, ensine os procedimentos necessários e indique os materiais básicos para a consecução dos objetivos.
análise Observe se houve participação de todos e colaboração entre os colegas, atribua valores às diversas etapas do processo e ao produto final.
como utilizar as informações Em caso de haver problemas de socialização, organize jogos e atividades em que a colaboração seja o elemento principal.
Debate
definição Discussão em que os alunos expõem seus pontos de vista a respeito de assunto polêmico.
função Aprender a defender uma opinião fundamentando-a em argumentos convincentes.
vantagens Desenvolve a habilidade de argumentação e a oralidade; faz com que o aluno aprenda a escutar com um propósito.
atenção Como mediador, dê chance de participação a todos e não tente apontar vencedores, pois em um debate deve-se priorizar o fluxo de informações entre as pessoas.
planejamento Defina o tema, oriente a pesquisa prévia, combine com os alunos o tempo, as regras e os procedimentos; mostre exemplos de bons debates. No final, peça relatórios que contenham os pontos discutidos. Se possível, filme a discussão para análise posterior.
análise Estabeleça pesos para a pertinência da intervenção, a adequação do uso da palavra e a obediência às regras combinadas.
como utilizar as informações Crie outros debates em grupos menores; analise o filme e aponte as deficiências e os momentos positivos.
Relatório individual
definição Texto produzido pelo aluno depois de atividades práticas ou projetos temáticos
função Averiguar se o aluno adquiriu conhecimento e se conhece estruturas de texto
vantagens É possível avaliar o real nível de apreensão de conteúdos depois de atividades coletivas ou individuais
atenção Evite julgar a opinião do aluno
planejamento Defina o tema e oriente a turma sobre a estrutura apropriada (introdução, desenvolvimento, conclusão e outros itens que julgar necessários, dependendo da extensão do trabalho); o melhor modo de   apresentação e o tamanho aproximado
análise Estabeleça pesos para cada item que for avaliado (estrutura do texto, gramática, apresentação)
como utilizar as informações Só se aprende a escrever escrevendo. Caso algum aluno apresente dificuldade em itens essenciais, crie atividades específicas, indique bons livros e solicite mais trabalhos escritos
Autoavaliação
definição Análise oral ou por escrito, em formato livre, que o aluno faz do próprio processo de aprendizagem.
função Fazer o aluno adquirir capacidade de analisar suas aptidões e atitudes, pontos fortes e fracos.
vantagens O aluno torna-se sujeito do processo de aprendizagem, adquire responsabilidade sobre ele, aprende a enfrentar limitações e a aperfeiçoar potencialidades.
atenção O aluno só se abrirá se sentir que há um clima de confiança entre o professor e ele e que esse instrumento será usado para ajudá-lo a aprender.
planejamento Forneça ao aluno um roteiro de auto-avaliação, definindo as áreas sobre as quais você gostaria que ele discorresse; liste habilidades e comportamentos e peça para ele indicar aquelas em que se considera apto e aquelas em que precisa de reforço.
análise Use esse documento ou depoimento como uma das principais fontes para o planejamento dos próximos conteúdos.
como utilizar as informações Ao tomar conhecimento das necessidades do aluno, sugira atividades individuais ou em grupo para ajudá-lo a superar as dificuldades.
Observação
definição Análise do desempenho do aluno em fatos do cotidiano escolar ou em situações planejadas.
função Seguir o desenvolvimento do aluno e ter informações sobre as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora.
vantagens Perceber como o aluno constrói o conhecimento, seguindo de perto todos os passos desse processo.
atenção Faça anotações no momento em que ocorre o fato; evite generalizações e julgamentos subjetivos; considere somente os dados fundamentais no processo de aprendizagem.
planejamento Elabore uma ficha organizada (check-list, escalas de classificação) prevendo atitudes, habilidades e competências que serão observadas. Isso vai auxiliar na percepção global da turma e na interpretação dos dados.
análise Compare as anotações do início do ano com os dados mais recentes para perceber o que o aluno já realiza com autonomia e o que ainda precisa de acompanhamento.
como utilizar as informações Esse instrumento serve como uma lupa sobre o processo de desenvolvimento do aluno e permite a elaboração de intervenções específicas para cada caso.
Conselho de classe
definição Reunião liderada pela equipe pedagógica de uma determinada turma.
função Compartilhar informações sobre a classe e sobre cada aluno para embasar a tomada de decisões.
vantagens Favorece a integração entre professores, a análise do currículo e a eficácia dos métodos utilizados; facilita a compreensão dos fatos com a exposição de diversos pontos de vista.
atenção Faça sempre observações concretas e não rotule o aluno; cuidado para que a reunião não se torne apenas uma confirmação de aprovação ou de reprovação.
planejamento Conhecendo a pauta de discussão, liste os itens que pretende comentar. Todos os participantes devem ter direito à palavra para enriquecer o diagnóstico dos problemas, suas causas e soluções.
análise O resultado final deve levar a um consenso da equipe em relação às intervenções necessárias no processo de ensino-aprendizagem considerando as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora dos alunos.
como utilizar as informações O professor deve usar essas reuniões como ferramenta de auto-análise. A equipe deve prever mudanças tanto na prática diária de cada docente como também no currículo e na dinâmica escolar, sempre que necessário.
                                                                                                                                                       Fonte de pesquisa: revistaescola.abril.com.br

Achou interessante? Possui algum novo jeito ou forma de avaliar?

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Postado Por Michel Assali

Agrupamentos de alunos? Atenção!

Olá, gente…grupos1

Considerando a heterogeneidade da composição dos alunos de uma sala de aula na contemporaneidade onde a prevalências da inclusão e do trabalho coletivo pressupõe mudanças paradigmáticas educacionais, a análise do recurso de agrupamentos, merece atenção por parte dos educadores.

Os professores já identificam os benefícios do uso de projetos de aprendizagem colaborativos  e reconhecem a importância do desenvolvimento e construção das habilidades de convivência e cooperação. Os argumentos para o trabalho em grupo são consistentes e indicados pelos diversas concepções e filosofias educacionais. As possibilidades de trocas, confrontos, desafios, etc., mobilizam habilidades em direção ao convívio, desenvolvendo autoestima e construção de atitudes de altruísmo.

A heterogeneidade pode ser salutar e enriquecedora para aperfeiçoar a aprendizagem com bases nas principais teorias de como crianças e jovens se relacionam, apropriam e constroem seus conhecimentos. O agrupamento contribui de forma significativa para construir relações pessoais e interpessoais na medida em que cada aluno contribui com o grupo sob a supervisão e intervenção do professor.

No entanto, um dos grandes desafios enfrentado por muitos professores consiste em descobrir como um agrupar alunos de forma que o trabalho coletivo resulte em aprendizagem eficaz para todos os integrantes. Alguns professores evitam os agrupamentos por não acreditar em resultados positivos por conta da grande dispersão da atenção e perda de foco.

Isso possibilita alguns questionamentos interessantes.

Todo agrupamento de alunos é necessariamente produtivo? Que fatores devem ser levados em conta para que o agrupamento resulte em sucesso? Em que momentos o agrupamento é recurso didático eficaz?

É preciso repensar e entender as relações pedagógicas e interpessoais que possam ocorrer dentro do grupo, para que o professor possa aproveitar eficazmente dos agrupamentos.

Para tanto, convém considerar algumas indagações sobre o assunto que possam contribuir nas reflexões:

1- Para agrupamentos externos é considerado a distância e o acesso a materiais didáticos e ferramentas virtuais aos integrantes?

2- Os alunos têm como se encontrar fora do horário das aulas, na escola ou fora da escola para a realização das atividades propostas?

3- Os alunos estão agrupados de forma homogênea ou heterogênea de acordo com suas capacidades?  Têm condições de superar as diferenças? Os mais fracos terão condições de acompanhar os trabalhos com os mais fortes?

4- Os agrupamentos são os mesmos entre as diferentes disciplinas ou professores?  Um aluno pode estar em agrupamentos diferentes, simultaneamente? Os agrupamentos são os mesmos para o ano todo ou variam ao longo do ano?

5- Os agrupamentos atendem a interesses comuns dos alunos? Atendem aos objetivos gerais ou específicos do conteúdo conceitual ou procedimental?

6- Os alunos estão agrupados com objetivos de desenvolver uma ou mais habilidades específicas?

7- Os grupos são criados aleatoriamente? São escolhidos e organizados pelo professor? Qual a quantidade de integrantes? Usa o mesmo critério de agrupamento?

8-Utiliza o trabalho em grupo por puro “modismo”? Por força dos superiores? Para resolver conflitos de relacionamento entre alunos?

9- O trabalho em grupos é acompanhado sistematicamente? Existe um plano ou planilha ou cronograma para as etapas de entrega?

É preciso estar alerta e aberto para organizar e modificar os grupos de acordo com o plano das aulas, sem perder em vista a importância do trabalho individual. Leituras, pesquisas e discussões a respeito do assunto, irão fortalecer a concepção para a organização de agrupamentos realmente produtivos e eficazes de aprendizagem.

Tem mais alguma sugestão ou contribuição sobre o assunto? Encaminhe!

Pense sobre isso! Deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

 

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A lista de ideias para aprendizagem baseada em problemas

Olá, gente…nova ideia

Dentre as estratégias que viabilizam a aumento do nível de aprendizagem e a qualidade do ensino, destaco a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL do inglês), como um grande recurso aliado ao professor.

Os alunos, de modo geral, gostam de desafios e de problemas o que faz com que esse recurso seja aproveitado na sala de aula, pois pode envolver a maioria senão todos os alunos da classe, facilitando o trabalho docente com excelentes resultados de aprendizagem.

Compartilho com vocês uma lista de ideias que podem ser trabalhadas na sala de aula independentemente do tipo de escola ou aluno.

Convém observar que esta lista jamais será definitiva. Pode ser constantemente melhorada e atualizada com novas ideias, ferramentas e recursos. É importante ressaltar que as sugestões da lista não estão separadas em “áreas de conteúdo”.

Isso significa que as ideias poderão ser utilizadas e adequadas aos temas da programação do material didático e utilizadas em diversos projetos de estudos, dependendo apenas da decisão e do planejamento do professor.

Encaminho 15 ideias neste post e o restante na próxima postagem. Caso tenha contribuições, encaminhe pelos comentários  desse blog ou no quadro mural (na caixa verde ao lado).

As ideias:

  1. Ideia: Criar uma árvore de família interativa de comunicação online com de familiares vivos. (youtube, skype, hangout, whatsApp, etc.)
  1. Ideia:  Elaborar um inventário de aplicativos escolares mais atraentes do mundo, especificando e justificando suas características para a aprendizagem.
  1. Ideia: Criar uma biblioteca moderna usando um formato de problema-solução, e anotar suas características críticas (formato de glossário).
  1. Ideia:  Resolver o problema de notícias negativas colhidas em sites jornalísticos relevantes e confiáveis.
  1. Ideia:  Tendo como base a história de grandes civilizações do mundo, projetar a civilização perfeita. Identificar, características, problemas, recursos e hábitos, etc.
  1. Ideia:  Localizar na região empresas que atuam com projetos de sustentabilidade ambiental (por exemplo, reduzir o desperdício) e criar propostas que possam contribuir com o mesmo propósito.
  1. Ideia:  Identificar, analisar e visualizar temas recorrentes na história da humanidade, e buscar contextualização para esses temas na sociedade moderna.
  1.  Ideia:  Elaborar argumentos convincentes e necessários para construir uma independência pessoal (intelectual, financeira, profissional, lazer, etc.)
  1. Ideia:  Elaborar pesquisa e solução de problemas sociais relacionados com a questão dos idosos.
  1. Ideia:  Analisar e avaliar as causas e efeitos do crescimento da população humana e expressá-los artisticamente.
  1. Ideia:  Organizar um debate sobre a relação entre tecnologia e humanidade a partir de uma perspectiva histórica, comparando momentos ou épocas diferentes.
  1. Ideia:  Medir o impacto sociológico das mídias sociais nas comunidades locais (usando parâmetros ou critérios previamente selecionados)
  1. Ideia:  Criar um sistema de alerta para impedir a propagação da doença contagiosa ou problemas com enchentes e deslizamentos de terra.
  1. Ideia:  Representar artisticamente a história mundial ou nacional dos direitos humanos.
  1. Ideia:  Planejar uma colônia no planeta Marte utilizando dados atuais da paisagem marciana, da sua atmosfera, gravidade, etc.
  1. Ideia… na próxima postagem.

Tem outas ideias? Compartilhe para que sejam divulgadas.

Tem comentários? Encaminhe!

Postado por Michel Assali

 

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Infográficos na aprendizagem

Olá, gente…infograf 1

Estudos sobre a aprendizagem indicam que a nova geração de alunos tende a desenvolver habilidades cada vez mais visuais, onde a imagem ou representação passa boa parte da informação.

Nessa perspectiva, um dos recursos a ser explorado pelo professor visando aprimorar o processo de aprendizagem, está na utilização da infografia ou dos infográficos.

Infografia ou infográficos são representações visuais de informação. Esses gráficos são usados onde a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto.

infograf 2

No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato, quais suas consequências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto não conseguem detalhar com a mesma eficiência.

Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspectos da visualização científica.

Para a aprendizagem, o professor pode incentivar os alunos à produção e apresentação de atividades envolvendo infográficos, criar exposições ou divulgar pelos meios midiáticos da web.

E para os pequenos, podemos também utilizar dos materiais de baixo custo como, a cartolina, papéis coloridos, canetas hidrocor, etc. e incentivar os alunos a planejar e executar essas atividades.

Experimente!infograf 3

Tem mais a contribuir? Encaminhe seus comentários sobre o assunto.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Infografia 

Postado por Michel Assali

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Para ser um professor inovador

Olá, gente…inovação na escola

Um dos termos do momento, que tem marcado o início do século, sem dúvida é “inovação”.

Inovação tem impregnando textos, discursos, artigos e palestras nos diversos setores sociais e em todos os cantos do planeta de forma predominante.

Logicamente, a educação não poderia prescindir de discussão do tema em seu aspecto abrangente, tendo em vista a ênfase dada ao setor pelos diferentes sistemas de avaliações internas e externas, conclamando os governos à aplicação de fortes investimentos nas áreas educacionais no mundo inteiro.

Entretanto, quando se pensa em inovação em educação é preciso não se deixar levar apenas pelo uso das novas tecnologias, uma vez que estas se constituem como ferramentas facilitadoras do trabalho educacional, potencializando o uso da informação na apropriação e aprofundamento do conhecimento.

A inovação do trabalho pedagógico se caracteriza por se concentrar no uso de novas metodologias sustentadas por teorias educacionais favoráveis ao desenvolvimento das potencialidades das crianças e jovens, de modo a atender as demandas sociais do Séc. 21.

Aprendizagem baseada em problemas (PBL), aprendizagem baseada em projetos (PBL), aprendizagem baseada em jogos (GBL), etc., são exemplos já mencionados em postagens anteriores como possibilidades, que aliadas ao ensino híbrido (ou blended learning), podem facilitar a produção de inovações em educação.

Porém, a produção dessa inovação exige dos educadores posturas pedagógicas diferenciadas, porém fundamentais que facilitem o trabalho criador, permitindo que os atores educacionais não sejam apenas consumidores, mas também, produtores de educação e metodologias.

Os ingredientes posturais descritos abaixo são sugestões para iniciar uma reflexão e têm a função de provocar a mente sobre alguns e outros aspectos a serem considerados.

Nesse sentido a inovação em educação pode estar mais próxima e mais simples do que imaginamos.

Vejamos:

– Prioridade:

É preciso ter muito claro os objetivos fundamentais do cargo, área ou disciplina de atuação. O que nosso aluno precisa aprender? Quais as habilidades e competências a desenvolver? Qual o melhor e mais adequado método a ser empregado? Que recursos facilitam a aprendizagem? Como se relacionar com a comunidade?  Clareza sobre onde estamos e para onde vamos?

Essas e outras prioridades devem fazer parte da formação do educador e da cultura escolar, condição que facilita a produção de inovação.

Convém lembrar: “Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve…”

-Altruísmo:

A criatividade pode surgir no individual, porém a inovação somente se dá no coletivo. Não existe inovação individual no interior das instituições. O isolamento do educador ou de uma área de ensino é limitador e não contribui para que a inovação seja compartilhada. Como conseqüência, resistência e estagnação acabam por bloquear e anular processos que seriam valiosos para a inovação.

“Se você quiser ir rápido, vá sozinho; Se quiser ir longe, vá junto.”

– Tempo, disponibilidade e energia:

Ao contrário do que muita gente pensa, recursos financeiros e materiais são os menos problemáticos para a inovação, uma vez que são passíveis de obtenção.

É preciso se concentrar nas pessoas, no tempo necessário ao planejamento, que requer disponibilidade e dispêndio de concentração e energia.

– Modelos e exemplos:

Modelos e exemplos são importantes para servirem de elementos de apoio e crítica e inspiração para produzir novos e apropriados modelos e fundamentar o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico. Analisar modelos existentes contribuem para a formação de opiniões e estabelecer critérios de análise e auto-avaliação para a criatividade e consequentemente, para atitudes inovadoras.

– Disposição para correr riscos:

“Os barcos estão seguros nos portos. Mas, não foram feitos para isso!”.

Segurança, todos queremos. Porém o excesso de segurança promove a estagnação. É preciso correr riscos se quisermos inovar. E isso significa estar preparado para as situações de fracasso, o que ninguém quer. Razão pela qual a preparação para o novo exige também inovação dessa preparação e do planejamento.

– Confiança:

A inovação em educação exige, além dessas posturas, uma sensível dose de confiança em si mesmo e nas pessoas envolvidas no processo.  A confiança no trabalho é fundamental para que a inovação a ser implantada tenha credibilidade junto à comunidade escolar. O sinal verde para a concretização das propostas inovadoras deverá ter o aval dos superiores, pares, alunos e comunidade, tendo em vista as argumentações e justificativas de seus idealizadores.

Pense sobre o assunto e seja você um educador inovador.

Você tem outras sugestões?

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Postado por Michel Assali

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Caminhos da educação para 2015

caminhos

Olá, gente…

Compartilho o artigo escrito pelo  Portal Porvir sobre as tendências e rumos da educação para 2015, a partir de entrevistas com Michael Horn, cofundador e diretor-executivo do Clayton Christensen Institute e outros pesquisadores envolvidos com o tema. Confira.

“É cada vez mais comum encontrar plataformas tecnológicas – e atrativas – para promover aprendizado, jogos que imediatamente elaboram rankings da classe ou ferramentas que geram relatórios com desempenho de alunos. Mas professores ainda sentem falta de um norte que apoie e fomente estratégias para impulsionar o desempenho de alunos.

Especialistas ouvidos pelo Porvir consideram que 2015 pode começar a mudar esse quadro e veem como tendências que estarão no centro do debate educacional a adoção de plataformas de gestão de dados, o aprendizado baseado em competências e as novas formas de avaliar e de certificar conhecimentos. É por meio deste pacote inovador, segundo eles, que se conseguirá fomentar o empreendedorismo, a consciência e competências para resolver problemas urgentes relacionados à sustentabilidade e desenvolver as habilidades do século 21.

Tudo começa com o enfrentamento de dois grandes desafios: a garantia de conectividade plena, que permitirá acesso a recursos multimídia de maneira eficiente, e uma formação de professores que os prepare para inovar e lidar com ferramentas digitais.

Outra questão a caminho de ser resolvida é a fragmentação do ecossistema de tecnologias educacionais. Assim como acontece no mundo do entretenimento e dos sistemas operacionais de celulares, o impacto da tecnologia trouxe claros benefícios, mas gerou uma quantidade enorme de dados (big data) de aplicações — que nem sempre conversam entre si –, como jogos, plataformas adaptativas e aplicativos usados dentro ou fora da sala de aula. Por isso, Michael Horn, cofundador e diretor-executivo do Clayton Christensen Institute, vê o setor caminhando para a adoção de ambientes integradores conhecidos como LRM (sigla em inglês para programas de computador de gestão de aprendizado). “Eles são similares aos CRM [acrônimo também em inglês para ferramentas de gestão de relacionamento com o cliente, muito presentes em setores como o comércio] e surgem como uma nova categoria de ferramentas que tornarão mais produtivos os ensinos online, híbrido e por competências, além do desmembramento dos cursos universitários”, diz.

Horn coloca como pioneiras neste nicho empresas americanas como a Fidelis Education (onde ele também é um dos executivos) e a Motivis Learning, nascida a partir da College for America, uma iniciativa online da Southern New Hampshire University, que se dedica a ensinar e certificar competências através de projetos realizados totalmente à distância. “Essa tendência [de LRMs] crescerá rapidamente na educação superior em 2015, sendo seguida pelo ensino corporativo e, depois, pela educação básica nos próximos anos”, explica.

Este tipo de solução tecnológica também surge para tratar de um problema ligado à maneira com que o professor e líderes educacionais devem interagir com os dados. Se apenas o “dado útil” fosse coletado, seria mais fácil para tomar iniciativa, perceber falhas e corrigir o caminho de cada estudante. Mas isso não é tão simples, como explica o professor Alex Bowers, do Teachers College, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. “Mais dados não geram melhor desempenho, da mesma maneira que dirigir por um caminho mais longo não implica diretamente em uma melhora do caminho até o trabalho”, compara.

Ao longo do ano, os testes padronizados que formam rankings e que tanto preocupam gestores e políticos, também devem ocupar o centro da arena de debate e sofrer questionamento maior. David Albury, consultor independente de educação e diretor do Innovation Unit, chega a falar até em “desilusão” com este tipo de método para avaliar desempenho escolar. “Mais e mais países começam a entender as características e competências que jovens precisam para sobreviver e ser bem-sucedidos no século 21, como tomar iniciativa, criatividade, resolução de problemas de forma colaborativa, etc”, diz Albury.

Uma das receitas para alcançar esse aprendizado mais profundo, que dê conta das competências inter e intrapessoais, é novamente o uso da tecnologia e o olhar criterioso para os dados. Em recente estudo do grupo editorial Pearson publicado pelo Porvir, os consultores Michael Barber e Peter Hill preveem uma “revolução” que tirará o professor do trabalho repetitivo e pemitirá testes personalizados. “No lugar dos cumulativos, é possível realizar apenas aqueles com propósito específico [com possibilidade de repetição] e proporcionar relatórios que incentivam o crescimento sem a ideia de sucesso ou fracasso”, diz o documento.

A outra tendência citada por especialistas para atacar esse desafio começa antes da avaliação, mas permeia todo o processo de aprendizado, que deixa de ser guiado pelo tempo e passa a ser baseado em competências. Métodos como o ensino baseado na resolução de problemas e o uso elementos do mundo dos jogos são algumas das formas de concectar aprendizados com o mundo real. No Brasil, segundo Adriana Martinelli, consultora em educação e sócia-fundadora do LED (Laboratório de Experimentações Didáticas), será um ano importante para a expansão dos FabLabs, laboratórios integrados para aprendizado que combinam física, química com robótica e programação.

Com novas formas de ensinar e avaliar, a maneira de atestar conhecimento também é impactada e começa a ficar mais flexível, se adaptando aos conteúdos e à duração. Assim, surgem os nanocertificados (ou nanodegrees, em inglês), que oferecem apenas algumas áreas de cursos tradicionais, como o MBA, para o estudante se concentrar. Parece distante? A Udacity, empresa gestada na Universidade de Stanford, nos EUA, já oferece modelos de cursos assim que podem ser feitos online (e de qualquer lugar do mundo). A Fundação Mozilla, por meio do openbadges.org, também aposta na tendência de desmembramento dos cursos universitários e, junto a instituições como museus e centros de pesquisa, oferece badges (condecorações) online para atestar o domínio de uma determinada área de programação, por exemplo. Apesar de inovadoras, essas formas diferentes de chancelar o domínio sobre determinado assunto ainda enfrentam um grande desafio: convencer empregadores. “O ano de 2015 terá uma maior atividade de formas alternativas de certificação atuando sobre o mercado de trabalho, mas sua aceitação acontecerá em um ritmo menor do que a esperada pelas pessoas”, diz Michael Horn, do Clayton Christensen Institute.

“Tenho o sonho de que o nanodegree aterrisse no Brasil trazendo características muito parecidas com a residência, no curso medicina. É muito ligado à prática, dura entre seis meses e um ano, e você sai um especialista. Com ele, você dá ao aluno a chance de customizar a aprendizagem”, diz a consultora Adriana Martinelli. A expansão desta modalidade no Brasil também esbarra na lei que, dentre outros requisitos, exige 360 horas de aulas. “Por causa de regulamentação do MEC, por enquanto é possível criar cursos como esses de caráter livre, mas não como especialização”, diz.

Uma formação que conecta o indivíduo à realidade além do muro da escola, com competências específicas para resolver problemas, também propicia uma nova visão a respeito do empreendedorismo. “Um negócio bem-sucedido precisa atacar um grande problema para que as pessoas se interessem pelo produto. Olhando para coisas concretas, tecnologias para otimizar e reusar água vão abrir janelas de oportunidades para soluções que devem ser produzidas rapidamente, porque estamos falando de questões [como a falta de água] que atingem as maiores regiões metropolitanas do país”, diz Paulo Lemos, professor universitário e pesquisador da Unicamp. Os eventuais obstáculos para o desenvolvimento de novos negócios, de acordo com Lemos, servirão para mudar o viés “festivo” do ambiente de startups: “Muitas pessoas entram na onda até tomarem consciência que empreender não é sua praia, e que traz dificuldades. Até lá, novos negócios vão surgir e outros desaparecer para que a economia retome o crescimento”.

Você tem alguma contribuição? Encaminhe para compartilhar.

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Postado por Michel Assali

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Livro: “A prática educativa: como ensinar” de Antoni Zabala

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Olá, gente…

O Autor espanhol Antoni Zabala, explicita em seu maravilhoso livro, a arte e a ciência de ser umprofessor.

Os argumentos do autor reforçam uma atuação profissional baseada no pensamento prático, porém, na capacidade reflexiva das análises teóricas e seus impactos diretos na ação docente.

Excelente material para interessados em aprofundar conhecimentos sobre teoria e  prática do trabalho docente.

Clique na imagem do livro para conhecer uma ótima  resenha do mesmo escrita por Maria Angélica Cardoso.

Vamos lá! Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali

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Aula: o que fazer com alunos que não prestam atenção

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Olá, gente,…

A distração em sala de aula é sem dúvida um dos grandes desafios da docência, motivada por diversos fatores. Desenvolvimento físico e psicossocial, alta produção hormonal, exposição excessiva às mídias e redes sociais, etc., afetam sensivelmente a formação de bons hábitos de estudos e concentração, colocando em risco o processo da aprendizagem.

Lidar com essa situação sem muito preparo tende a conduzir o professor a um desgaste físico e emocional, provocando um estresse precoce da docência com prejuízos à produtividade educacional.

Com o intuito de contribuir para a melhoria do trabalho docente, segue abaixo uma coletânea de atitudes que podem ser realizadas pelo professor visando minimizar esse problema e melhorar o trabalho docente.

O emprego de cada atitude sugerida depende do momento e da carga emocional do professor, levando-se em conta o caráter profissional e os objetivos do trabalho docente.

Vejamos:

1- Acompanhar: Pedir ao aluno repetir apenas o que foi ou acabou de ser dito.

2- Aproximar: Aproxime-se e fique ao lado dele e dirija uma pergunta a outro aluno mais afastado.

3- Expor: Prenda sua atenção, mostrando uma imagem, som, vídeo ou filme.

4- Pensar: Faça uma pausa e pergunte ao aluno se há uma situação problema para resolver dentro daquele conteúdo.

5- Perguntar: Faça uma pergunta desafiadora que leve vários passos para resolver.

6- Agir: Sugira a fazer algo relacionado com o tema.

7- Exemplificar: Estimule a exemplificar algo relacionado ou análogo ao tema tratado.

8- Remover: Tratar e remover a distração. Centralize ou mude o foco.

9- Agrupar: Coloque estudante em grupos para uma atividade.

10- Normatizar: Faça o grupo estabelecer regras ou normas para tempo, convivência e estudos.

11- Controlar: Coloque-o no controle visando fazer cumprir as regras.

12- Deslocar: Atribua funções aos alunos que se deslocam demais.

13- Jogar: Jogue um jogo com a turma envolvendo o aluno.

14- Criar: Crie um incentivo para chamar a atenção.

15- Pesquisar: Encaminhe uma pesquisa visando recolher informações.

16- Ensinar: Peça ao aluno ensinar a lição a outro com maior dificuldade.

17- Auxiliar: Peça ao aluno para ajudá-lo em alguma atividade para classe.

18- Ouvir: Instigue o aluno a encontrar uma música relevante e adequada ao tema.

19- Mudar: Mude o aluno de lugar.

20- Reconhecer (sem recompensar): Reconheça e valorize os que prestam atenção.

21- Perguntar: Pergunte por que o aluno não está prestando atenção.

Gostaríamos de aumentar a lista. Se tiver contribuições, encaminhe para compartilhar.

Lembrete:

Alunos envolvidos prestam mais atenção.

Submeta sempre sua aula a uma auto-avaliação.

Muitas vezes são os alunos que estão entediados ou a atividade não é lá muito agradável. Reveja o planejamento se for necessário.

Tem outras sugestões? Encaminhe para compartilhar ou deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

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Recuperação Escolar Contínua

Recuperação contínua

Olá, gente…

O ano letivo nem começou e já estamos chegando ao fim do 1º trimestre!

As interações e relacionamentos se ampliam e aproximam as pessoas da comunidade educativa. Os projetos pedagógicos marcam o início e dão o tom de sua concretização. É momento em que afloram as individualidades dos alunos evidenciando as diferenças acadêmicas sutis ou marcantes, das etapas reais da aprendizagem. Momento em que a docência se faz diferenciar pela forma de observar o fenômeno educativo.

Embora pareça ser precoce preocupar-se com a recuperação da aprendizagem, convém ressaltar que é esse justamente o momento pedagógico para ratificar toda a essência do processo.

A recuperação da aprendizagem constitui mecanismo colocado à disposição do Escolas e dos professores para garantir a superação de dificuldades específicas encontradas pelo aluno durante o seu percurso escolar e deverá ocorrer de forma contínua ao longo do ano e intensiva ao final do ano letivo, em cada ano e série do Ensino Fundamental e Médio.

A recuperação contínua está inserida no trabalho pedagógico realizado no dia a dia da sala de aula e decorre da avaliação diagnóstica do desempenho do aluno, constituindo-se por intervenções imediatas, dirigidas às dificuldades específicas, assim que estas forem constatadas.

A recuperação contínua é composta por um conjunto de estratégias elaboradas pelo professor com o objetivo de recuperar conteúdos essenciais que não foram assimilados pelo estudante. Portanto, a recuperação contínua tem como foco a aprendizagem e não simplesmente a recuperação de notas.

 Estratégias sugeridas para a recuperação contínua:

– Aulas de revisão e aulas adicionais.

– Atividades e pesquisas.

– Exercícios e trabalhos extras;

– Revisão – exercícios que retomam conteúdos importantes que já foram abordados anteriormente.

– Incentivo, reconhecimento e motivação à participação;

– Envolvimento dos familiares.

– Ensino de técnicas facilitadoras da aprendizagem: anotações, leituras, organização acadêmica, etc.

As atividades de recuperação contínua serão realizadas no decorrer de todo o ano letivo, com base nos resultados obtidos pelos alunos nos diferentes instrumentos de avaliação e discutidos nos horários coletivos com os pares e equipe técnica.

É fundamental que o planejamento das atividades de recuperação contínua leve em consideração:

– o plano de trabalho do Professor que expresse as expectativas de aprendizagem pautadas nas metas propostas no Projeto Pedagógico;

– a definição das intervenções pedagógicas do Professor necessárias à superação das dificuldades detectadas;

– o re-planejamento das atividades com vistas à organização do tempo e espaço na sala de aula;

– a participação do aluno no processo de avaliação dos resultados de aprendizagem, garantindo-se momentos de sua análise e auto-avaliação dos alunos a partir das expectativas de aprendizagem;

– os registros como instrumentos que revelem as ações desenvolvidas, o processo de desenvolvimento dos alunos, os avanços, as dificuldades e as propostas de encaminhamento;

– a divulgação dos resultados aos pais ou responsáveis, na busca de sua participação e colaboração nas atividades de reforço e na realização de tarefas complementares.

Em situações em que o aluno não apresentar os progressos previstos em relação aos objetivos e metas propostas, poderá ser recomendado para aulas de Reforço em horário de contra turno, julgada a sua conveniência em cada caso pelo Professor, após análise do Coordenador Pedagógico e S.O.E., com a adesão e autorização dos pais ou responsáveis.

É preciso refletir, discutir e, sobretudo, agir!

Você tem contribuições? Encaminhe para compartilhar.

 REFERÊNCIAS

 BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da república Federativa do Brasil. Brasília, DF, 21 dez. 1996.

 DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. Porto Alegre: Mediação, 2004.

 HOFFMANN, Jussara. Pontos e Conta Pontos.  Porto Alegre: Mediação, 2003.

 LUCKESI, Cipriano Carlos et al. Processo Educativo: Desafios da aprendizagem e a avaliação significativa. In: XII SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO. 2011, Santa Catarina.

 MELCHIOR, Maria Celina. A Importância da Avaliação. In: ______. Avaliação Pedagógica: Função e Necessidade. 3.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002. p. 14-17.

Postado por Michel Assali

 

 

 

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A rubrica – como instrumento de avaliação

SchoolClassroom

Olá,…

Encaminho abaixo, uma sugestão de rubrica para avaliar atividades realizadas pelos alunos, tanto no formato individual e melhor ainda, para trabalhos coletivos.

A rubrica tem origem na webquest (atividade online) e nada mais é que quadro com um conjunto de critérios para habilidades e competências previamente discutidos e apresentados aos alunos.

Tais aspectos são organizados pelo professor ou professores das áreas envolvidas na atividade envolvendo até sugestões dos alunos, conforme os objetivos do conteúdo, disciplina ou níveis de ensino.

A rubrica pode ser utilizada com alunos de todas as idades e se constitui num excelente instrumento para mensurar habilidades e competências (saber, fazer, conviver, atitudes, valores), exigindo para tanto que sejam:

– identificadas as habilidades e competências a avaliar;

– considerados os aspectos relevantes da atividade;

– claramente explícitos os critérios de referência para cada nível escolhido.

Observe a sugestão de modelo abaixo.

SUGESTÃO DE RUBRICA

ESCOLA / COLÉGIO …………………………………………………………………………………….

Profº ………………………………………………………….   Disciplina / Área …………………………………

Projeto / Atividade: ……………………………………………………………………………

Nota: ………………………

Pergunta(s) de condução Descrever a(s) questão(ões) mobilizadora(s) e norteadora(s) da pesquisa, do problema ou do tema a ser tratado.
Descrição da atividade Descrever o que e o como os alunos irão realizar a atividade.
Formato da apresentação Detalhar a apresentação, introdução, conteúdo base, conclusão, bibliografia, etc.
Cuidados e posturas Forma de apresentar, vocabulário, roupas, tecnologias, tempo, etc.

 

 

 

 

Critérios: tratados com os colegas professores e sê possível, com os alunos.

Conteúdo Insatisfatório Proficiente Avançado
Descritores / critérios ● O conteúdo não é explicado.● Explicou o conteúdo, mas para fora do contexto.

● Explicou o conteúdo, mas de forma incorreta.

● Explicou o conteúdo, mas em uma maneira simplista e superficial

● Descreveu sem análise.

● Explicou, mas apenas em uma limitada forma, roteirizado e decorado.

● Explicou conteúdo contextualizando o conteúdo ou a apresentação.● Explicou o conteúdo em profundidade e em detalhes.

● Explicou o conteúdo de forma clara.

● Explicou de forma analítica.

● Fundamentou a explicação com dados e provas.

● Respondeu às perguntas de forma a demonstrar conhecimento e confiança do conteúdo.

 

● Explicou o conteúdo completamente.● Justificou totalmente sua explicação.

● Explicou de uma forma contextualizada e ampliou relacionando o conteúdo com outras áreas de conhecimento.

● Respondeu às perguntas de uma forma a demonstrar flexibilidade, novos contextos e aplicações do conteúdo.

 

Normas / regras    Descrever o conteúdo base a ser explorado, subsidiando com bibliografia sugerida.  
Pontuação 0 a 5,9 6 a 7,9 8 a 10

 

Existem rubricas de diversos modelos para as mais diversas situações de aprendizagem.

Pesquise sobre o tema e construa a sua.

Aproveite, também para compartilhar e enviar seus comentários.

Postado por Michel Assali

 

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