Archives: janeiro 2014

Educador inovador

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Para ser um educador inovador

Um dos termos do momento, que tem marcado o início do século, sem dúvida é “inovação”.

Inovação tem impregnando textos, discursos, artigos e palestras nos diversos setores sociais e em todos os cantos do planeta de forma predominante.

Logicamente, a educação não poderia prescindir de discussão do tema em seu aspecto abrangente, tendo em vista a ênfase dada ao setor pelos diferentes sistemas de avaliações internas e externas, conclamando os governos à aplicação de fortes investimentos nas áreas educacionais no mundo inteiro.

Entretanto, quando se pensa em inovação em educação é preciso não se deixar levar apenas pelo uso das novas tecnologias, uma vez que estas se constituem como ferramentas facilitadoras do trabalho educacional, potencializando o uso da informação na apropriação e aprofundamento do conhecimento.

A inovação do trabalho pedagógico se caracteriza por se concentrar no uso de novas metodologias sustentadas por teorias educacionais favoráveis ao desenvolvimento das potencialidades das crianças e jovens, de modo a atender as demandas sociais do Séc. 21.

Aprendizagem baseada em problemas (PBL), aprendizagem baseada em projetos (PBL), aprendizagem baseada em jogos (GBL), etc., são exemplos já mencionados em postagens anteriores como possibilidades, que aliadas ao ensino híbrido (ou blended learning), podem facilitar a produção de inovações em educação.

Porém, a produção dessa inovação exige dos educadores posturas pedagógicas diferenciadas, porém fundamentais que facilitem o trabalho criador, permitindo que os atores educacionais não sejam apenas consumidores, mas também, produtores de educação e metodologias.

Os ingredientes posturais descritos abaixo são sugestões para iniciar uma reflexão e têm a função de provocar a mente sobre alguns e outros aspectos a serem considerados.

Nesse sentido a inovação em educação pode estar mais próxima e mais simples do que imaginamos.

Vejamos:

– Prioridade:

É preciso ter muito claro os objetivos fundamentais do cargo, área ou disciplina de atuação. O que nosso aluno precisa aprender? Quais as habilidades e competências a desenvolver? Qual o melhor e mais adequado método a ser empregado? Que recursos facilitam a aprendizagem? Como se relacionar com a comunidade?  …

É preciso ter clareza sobre onde estamos e para onde vamos.

Essas e outras prioridades devem fazer parte da formação do educador e da cultura escolar, condição que facilita a produção de inovação.

“Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve…”

-Altruísmo:

A criatividade pode surgir no individual, porém a inovação somente se dá no coletivo. Não existe inovação individual no interior das instituições. O isolamento do educador ou de uma área de ensino é limitador e não contribui para que a inovação seja compartilhada. Como conseqüência, resistência e estagnação acabam por bloquear e anular processos que seriam valiosos para a inovação.

“Se você quiser ir rápido, vá sozinho; Se quiser ir longe, vá junto.”

– Tempo, disponibilidade e energia:

Ao contrário do que muita gente pensa, recursos financeiros e materiais são os menos problemáticos para a inovação, uma vez que são passíveis de obtenção.

É preciso se concentrar nas pessoas, no tempo necessário ao planejamento, que requer disponibilidade e dispêndio de concentração e energia.

– Modelos e exemplos:

Modelos e exemplos são importantes para servirem de elementos de apoio e crítica, visando produzir novos e apropriados modelos e fundamentar o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico. Analisar modelos existentes contribuem para a formação de opiniões e estabelecer critérios de análise e auto-avaliação para a criatividade e consequentemente, para atitudes inovadoras.

– Disposição para correr riscos:

“Os barcos estão seguros nos portos. Mas, não foram feitos para isso!”.

Segurança, todos queremos. Porém o excesso de segurança promove a estagnação. É preciso correr riscos se quisermos inovar. E isso significa estar preparado para as situações de fracasso, o que ninguém quer. Razão pela qual a preparação para o novo exige também inovação dessa preparação e do planejamento.

– Confiança:

A inovação em educação exige, além dessas posturas, uma sensível dose de confiança em si mesmo e nas pessoas envolvidas no processo.  A confiança no trabalho é fundamental para que a inovação a ser implantada tenha credibilidade junto à comunidade escolar. O sinal verde para a concretização das propostas inovadoras deverá ter o aval dos superiores, pares, alunos e comunidade, tendo em vista as argumentações e justificativas de seus idealizadores.

Pense sobre o assunto e seja você um educador inovador.

Você tem outras sugestões? Encaminhe para compartilhar.

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Postado por Michel Assali

Liderança digital

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Olá, gente…

Com a sociedade cada vez mais dependente da tecnologia recai sobre as lideranças educacionais aproveitar o poder das tecnologias digitais para a criação de culturas escolares relevantes, transparentes, significativas, envolventes e inspiradoras. 

Nesse sentido, cabe às lideranças a iniciativa para uma preparação de um ambiente favorável que permita ampliar o sentimento de orgulho junto à comunidade, no sentido de promover acolhida e implantação de projetos inovadores que envolvam a utilização de novas tecnologias na educação.

Para tanto, há a necessidade de inovar também a forma de exercer a liderança para essa nova cultura, exigindo vencer a insegurança e o receio das mudanças e incorporar conhecimentos que possam superar medos e equívocos que frequentemente acompanham esses momentos.

Para isso é preciso exercer a auto-avaliação e colocar sobre a mesa os medos e equívocos forçando-os a passar por análise crítica, seleção e incorporação de inovações. Vencida essa etapa de superação, os líderes podem dar início um plano de trabalho para o uso efetivo da tecnologia para visando melhorar a inúmeras facetas da liderança, ficando o desafio do como quando e onde começar. 

A liderança digital, jamais deve ser centrada apenas nas aquisições de ferramentas ou dispositivos sofisticados mobilizando um orçamento farto.  O foco principal da liderança  digital deverá ser direcionado para a formação de uma mentalidade estratégica de forma a obter o melhor aproveitamento dos recursos na transformação de uma nova cultura escolar que possa impactar qualitativamente o ensino.

Trata-se da construção de uma nova liderança cujos resultados trarão mudanças na cultura escolar, fazendo-se repercutir nos currículos, programas, comportamentos e práticas modificando e inovando os espaços e tempos do ambiente escolar.

A liderança digital requer, portanto, uma mudança no estilo de liderança, ou seja, na forma de gerir diretrizes, capacitação, apoio e acolhimento, como elementos indispensáveis para uma mudança progressiva e sustentável.

Pense sobre o assunto e encaminhe seus comentários.

 

Postado por Michel Assali

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