Archives: fevereiro 2014

10 passos para construir um Projeto Educacional

Mão de tinta

Olá…

Tenho insistido em diversos momentos que todo professor ou pedagogo, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, de forma a garantir a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe. Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho em esforços para produzir educação, ou seja, se envolver em elaborar projetos inovadores que produzam ações de impactos na aprendizagem e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência concretiza os ideais de qualificar cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo, um “passo a passo” com sugestões e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais.

1.   Regimento do colégio: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

2.    Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

3.   Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de idéias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

4.  Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

5.   Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno.

6.   Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

7.   Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

8.   Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

9.   Apresentações: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

10.  Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranqüilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros passos?

Encaminhe para partilhar.

Postado por Michel Assali

Início de ano letivo: projetando avaliação diagnóstica

Lupa - Diagnóstica

Olá, gente… 

Um dos maiores desafios educadores enfrentam hoje é como diferenciar o ensino dentro da sala de aula. E o melhor momento para refletir sobre esse assunto é justamente o início do ano letivo. Para escolher um cenário comum, o professor de determinada disciplina do Ensino Médio, ou o polivalente do Fundamental, pode ter alunos que trabalham em sensíveis e diferentes níveis de conhecimentos da disciplina ou componente curricular. 

Alguns alunos podem estar aquém da curva média da classe, enquanto outros podem estar numa posição bastante avançada. Mesmo os estudantes que, aparentemente, parecem estar num mesmo nível de aprendizagem, podem apresentar muitas diferenças no domínio efetivo de conhecimentos ou nos pré-requisitos de aprendizagem. 

Neste sentido, o cenário sobre o domínio de conhecimentos numa sala de aula é muito variado tendo em vista as diferenças individuais, caracterizando específicos momentos na apropriação e desenvolvimento dos níveis de competência. 

Com essas considerações, um planejamento de aprendizagem rígido ou inflexível, desconsiderando esses aspectos da diversidade, pode criar situações de frustração e desânimo ao grupo mais avançados e prejudicar o estímulo à aprendizagem, ao grupo que apresentam maiores dificuldades no processo. 

Localizar o ponto exato das dificuldades de cada aluno é tarefa muito complexa, tendo em vista o formato e organização da sala de aula em todos os sistemas educacionais brasileiras. Porém, isso não pode soar como desânimo à docência. 


A construção e o emprego de bons instrumentos diagnósticos de avaliação, pode melhor precisar e identificar as lacunas do conhecimento de cada aluno e facilitar ao professor elaborar um plano de intervenção eficaz.

Este é o momento onde a avaliação individualizada desempenha um papel crítico para identificar as reais lacunas do conhecimento de um aluno e construir um plano de itinerários pedagógicos personalizados, visando melhorar, garantir ou avançar no desenvolvimento da aprendizagem. 

Pode a princípio parecer muito difícil ou impossível. Contudo, à medida que se exercita essa prática docente, rapidamente passa a se transformar em rotina que em pouco tempo contribuirá com resultados satisfatórios e a alegria da docência. 

Experimente! 

Pense sobre o assunto e encaminhe suas experiências relacionadas com o tema. 


Postado por Michel Assali

[Top]