Archives: março 2014

Assertividade

assertividade

Olá, gente…

Muito interessante a palestra de Patrícia Wolff sobre o tema que versa sobre “Competências” que, ao tratar sobre o conceito de assertividade nas relações interpessoais, a autora desenvolve uma linha de reflexão bem interessante.

Afinal, o que é assertividade? Simples: dizer a coisa certa, da forma certa, na hora certa, para a pessoa certa no local certo. Parece fácil, não? Mas por que na hora de colocar em prática o simples se torna complicado?

Na maioria dos casos isso acontece por dois grandes motivos:

  • O comportamento assertivo não é um comportamento natural, como por exemplo uma reação instintiva de luta (confrontar ou agredir) ou fuga (evitar ou reprimir). Ele requer um processo de aprendizagem e muita prática para tornar-lo espontâneo.
  • A sociedade acaba nos estimulando para dois extremos: excesso de individualidade ou de socialização. Para este último aspecto Freud em seu livro ‘O mal estar na civilização’ (1929) já dizia que socializar-se é reprimir-se. Exceder na socialização nos leva a dizer não para algumas necessidades nossas e sim para as necessidades do outro, sacrificando nossos desejos em prol dos desejos alheios. Ao exceder na individualidade optamos por impor nossos desejos, mesmo que para isso seja necessário invadir o território do outro.

Qual seria então a melhor alternativa de comportamento diante deste contexto?

Antes de responder vamos entender as diferenças entre os 4 tipos de comportamentos:

  1. Passivo: Caracteriza-se principalmente pela fuga diante do conflito. Faz-se de tudo para evitar a briga. O indivíduo não expressa suas necessidades, pensamentos e sentimentos, permitindo que os outros as determinem. Vive muito preocupado com a opinião dos outros a seu respeito.
  2. Agressivo: Seu comportamento, diante do conflito, é de luta, seja por suas idéias, interesses ou poder, é uma guerra que sempre terá um ganhador e um perdedor. Mais preocupado com os próprios desejos do que com os dos outros. Critica as pessoas e não seu comportamento, interrompe com freqüência e é autoritário.
  3. Passivo/agressivo: Tem um comportamento misto, com elementos de agressividade (quando acredita que precisa vencer o outro) e passividade (quando não tem coragem de confrontar as pessoas). Tem um jeito sedutor e manipulador de usar as pessoas para atingir resultados.
  4. Assertivo: É capaz de expressar suas necessidades, opiniões e sentimentos, confiante de que não está dominando, explorando nem coagindo o outro a agir contra a sua vontade. Busca defender seus desejos, sem ignorar os dos outros. É direto na abordagem de assuntos e problemas, mas demonstra respeito pelo chefe ou colega de trabalho, ouvindo e procurando entender sua perspectiva.

Respondendo a pergunta acima, o comportamento assertivo, sem dúvidas, é uma boa alternativa, pois proporciona melhores chances de conseguir um resultado que satisfaça ambas as partes.

E você? É assertivo? Deixe seu comentário.

Postado por Michel Assali

Aula: o que fazer com alunos que não prestam atenção

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Olá, gente,…

A distração em sala de aula é sem dúvida um dos grandes desafios da docência, motivada por diversos fatores. Desenvolvimento físico e psicossocial, alta produção hormonal, exposição excessiva às mídias e redes sociais, etc., afetam sensivelmente a formação de bons hábitos de estudos e concentração, colocando em risco o processo da aprendizagem.

Lidar com essa situação sem muito preparo tende a conduzir o professor a um desgaste físico e emocional, provocando um estresse precoce da docência com prejuízos à produtividade educacional.

Com o intuito de contribuir para a melhoria do trabalho docente, segue abaixo uma coletânea de atitudes que podem ser realizadas pelo professor visando minimizar esse problema e melhorar o trabalho docente.

O emprego de cada atitude sugerida depende do momento e da carga emocional do professor, levando-se em conta o caráter profissional e os objetivos do trabalho docente.

Vejamos:

1- Acompanhar: Pedir ao aluno repetir apenas o que foi ou acabou de ser dito.

2- Aproximar: Aproxime-se e fique ao lado dele e dirija uma pergunta a outro aluno mais afastado.

3- Expor: Prenda sua atenção, mostrando uma imagem, som, vídeo ou filme.

4- Pensar: Faça uma pausa e pergunte ao aluno se há uma situação problema para resolver dentro daquele conteúdo.

5- Perguntar: Faça uma pergunta desafiadora que leve vários passos para resolver.

6- Agir: Sugira a fazer algo relacionado com o tema.

7- Exemplificar: Estimule a exemplificar algo relacionado ou análogo ao tema tratado.

8- Remover: Tratar e remover a distração. Centralize ou mude o foco.

9- Agrupar: Coloque estudante em grupos para uma atividade.

10- Normatizar: Faça o grupo estabelecer regras ou normas para tempo, convivência e estudos.

11- Controlar: Coloque-o no controle visando fazer cumprir as regras.

12- Deslocar: Atribua funções aos alunos que se deslocam demais.

13- Jogar: Jogue um jogo com a turma envolvendo o aluno.

14- Criar: Crie um incentivo para chamar a atenção.

15- Pesquisar: Encaminhe uma pesquisa visando recolher informações.

16- Ensinar: Peça ao aluno ensinar a lição a outro com maior dificuldade.

17- Auxiliar: Peça ao aluno para ajudá-lo em alguma atividade para classe.

18- Ouvir: Instigue o aluno a encontrar uma música relevante e adequada ao tema.

19- Mudar: Mude o aluno de lugar.

20- Reconhecer (sem recompensar): Reconheça e valorize os que prestam atenção.

21- Perguntar: Pergunte por que o aluno não está prestando atenção.

Gostaríamos de aumentar a lista. Se tiver contribuições, encaminhe para compartilhar.

Lembrete:

Alunos envolvidos prestam mais atenção.

Submeta sempre sua aula a uma auto-avaliação.

Muitas vezes são os alunos que estão entediados ou a atividade não é lá muito agradável. Reveja o planejamento se for necessário.

Tem outras sugestões? Encaminhe para compartilhar ou deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

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Recuperação Escolar Contínua

Recuperação contínua

Olá, gente…

O ano letivo nem começou e já estamos chegando ao fim do 1º trimestre!

As interações e relacionamentos se ampliam e aproximam as pessoas da comunidade educativa. Os projetos pedagógicos marcam o início e dão o tom de sua concretização. É momento em que afloram as individualidades dos alunos evidenciando as diferenças acadêmicas sutis ou marcantes, das etapas reais da aprendizagem. Momento em que a docência se faz diferenciar pela forma de observar o fenômeno educativo.

Embora pareça ser precoce preocupar-se com a recuperação da aprendizagem, convém ressaltar que é esse justamente o momento pedagógico para ratificar toda a essência do processo.

A recuperação da aprendizagem constitui mecanismo colocado à disposição do Escolas e dos professores para garantir a superação de dificuldades específicas encontradas pelo aluno durante o seu percurso escolar e deverá ocorrer de forma contínua ao longo do ano e intensiva ao final do ano letivo, em cada ano e série do Ensino Fundamental e Médio.

A recuperação contínua está inserida no trabalho pedagógico realizado no dia a dia da sala de aula e decorre da avaliação diagnóstica do desempenho do aluno, constituindo-se por intervenções imediatas, dirigidas às dificuldades específicas, assim que estas forem constatadas.

A recuperação contínua é composta por um conjunto de estratégias elaboradas pelo professor com o objetivo de recuperar conteúdos essenciais que não foram assimilados pelo estudante. Portanto, a recuperação contínua tem como foco a aprendizagem e não simplesmente a recuperação de notas.

 Estratégias sugeridas para a recuperação contínua:

– Aulas de revisão e aulas adicionais.

– Atividades e pesquisas.

– Exercícios e trabalhos extras;

– Revisão – exercícios que retomam conteúdos importantes que já foram abordados anteriormente.

– Incentivo, reconhecimento e motivação à participação;

– Envolvimento dos familiares.

– Ensino de técnicas facilitadoras da aprendizagem: anotações, leituras, organização acadêmica, etc.

As atividades de recuperação contínua serão realizadas no decorrer de todo o ano letivo, com base nos resultados obtidos pelos alunos nos diferentes instrumentos de avaliação e discutidos nos horários coletivos com os pares e equipe técnica.

É fundamental que o planejamento das atividades de recuperação contínua leve em consideração:

– o plano de trabalho do Professor que expresse as expectativas de aprendizagem pautadas nas metas propostas no Projeto Pedagógico;

– a definição das intervenções pedagógicas do Professor necessárias à superação das dificuldades detectadas;

– o re-planejamento das atividades com vistas à organização do tempo e espaço na sala de aula;

– a participação do aluno no processo de avaliação dos resultados de aprendizagem, garantindo-se momentos de sua análise e auto-avaliação dos alunos a partir das expectativas de aprendizagem;

– os registros como instrumentos que revelem as ações desenvolvidas, o processo de desenvolvimento dos alunos, os avanços, as dificuldades e as propostas de encaminhamento;

– a divulgação dos resultados aos pais ou responsáveis, na busca de sua participação e colaboração nas atividades de reforço e na realização de tarefas complementares.

Em situações em que o aluno não apresentar os progressos previstos em relação aos objetivos e metas propostas, poderá ser recomendado para aulas de Reforço em horário de contra turno, julgada a sua conveniência em cada caso pelo Professor, após análise do Coordenador Pedagógico e S.O.E., com a adesão e autorização dos pais ou responsáveis.

É preciso refletir, discutir e, sobretudo, agir!

Você tem contribuições? Encaminhe para compartilhar.

 REFERÊNCIAS

 BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da república Federativa do Brasil. Brasília, DF, 21 dez. 1996.

 DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. Porto Alegre: Mediação, 2004.

 HOFFMANN, Jussara. Pontos e Conta Pontos.  Porto Alegre: Mediação, 2003.

 LUCKESI, Cipriano Carlos et al. Processo Educativo: Desafios da aprendizagem e a avaliação significativa. In: XII SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO. 2011, Santa Catarina.

 MELCHIOR, Maria Celina. A Importância da Avaliação. In: ______. Avaliação Pedagógica: Função e Necessidade. 3.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002. p. 14-17.

Postado por Michel Assali

 

 

 

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A rubrica – como instrumento de avaliação

SchoolClassroom

Olá,…

Encaminho abaixo, uma sugestão de rubrica para avaliar atividades realizadas pelos alunos, tanto no formato individual e melhor ainda, para trabalhos coletivos.

A rubrica tem origem na webquest (atividade online) e nada mais é que quadro com um conjunto de critérios para habilidades e competências previamente discutidos e apresentados aos alunos.

Tais aspectos são organizados pelo professor ou professores das áreas envolvidas na atividade envolvendo até sugestões dos alunos, conforme os objetivos do conteúdo, disciplina ou níveis de ensino.

A rubrica pode ser utilizada com alunos de todas as idades e se constitui num excelente instrumento para mensurar habilidades e competências (saber, fazer, conviver, atitudes, valores), exigindo para tanto que sejam:

– identificadas as habilidades e competências a avaliar;

– considerados os aspectos relevantes da atividade;

– claramente explícitos os critérios de referência para cada nível escolhido.

Observe a sugestão de modelo abaixo.

SUGESTÃO DE RUBRICA

ESCOLA / COLÉGIO …………………………………………………………………………………….

Profº ………………………………………………………….   Disciplina / Área …………………………………

Projeto / Atividade: ……………………………………………………………………………

Nota: ………………………

Pergunta(s) de condução Descrever a(s) questão(ões) mobilizadora(s) e norteadora(s) da pesquisa, do problema ou do tema a ser tratado.
Descrição da atividade Descrever o que e o como os alunos irão realizar a atividade.
Formato da apresentação Detalhar a apresentação, introdução, conteúdo base, conclusão, bibliografia, etc.
Cuidados e posturas Forma de apresentar, vocabulário, roupas, tecnologias, tempo, etc.

 

 

 

 

Critérios: tratados com os colegas professores e sê possível, com os alunos.

Conteúdo Insatisfatório Proficiente Avançado
Descritores / critérios ● O conteúdo não é explicado.● Explicou o conteúdo, mas para fora do contexto.

● Explicou o conteúdo, mas de forma incorreta.

● Explicou o conteúdo, mas em uma maneira simplista e superficial

● Descreveu sem análise.

● Explicou, mas apenas em uma limitada forma, roteirizado e decorado.

● Explicou conteúdo contextualizando o conteúdo ou a apresentação.● Explicou o conteúdo em profundidade e em detalhes.

● Explicou o conteúdo de forma clara.

● Explicou de forma analítica.

● Fundamentou a explicação com dados e provas.

● Respondeu às perguntas de forma a demonstrar conhecimento e confiança do conteúdo.

 

● Explicou o conteúdo completamente.● Justificou totalmente sua explicação.

● Explicou de uma forma contextualizada e ampliou relacionando o conteúdo com outras áreas de conhecimento.

● Respondeu às perguntas de uma forma a demonstrar flexibilidade, novos contextos e aplicações do conteúdo.

 

Normas / regras    Descrever o conteúdo base a ser explorado, subsidiando com bibliografia sugerida.  
Pontuação 0 a 5,9 6 a 7,9 8 a 10

 

Existem rubricas de diversos modelos para as mais diversas situações de aprendizagem.

Pesquise sobre o tema e construa a sua.

Aproveite, também para compartilhar e enviar seus comentários.

Postado por Michel Assali

 

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