Archives: setembro 2015

Características das escolas eficazes

Olá, gente…school 3

Diversas pesquisas sobre a eficácia das escolas têm demonstrado algumas características semelhantes que destacam e favorecem o sucesso educacional.

Convém ressaltar que dificilmente não concordaríamos com esses aspectos ou dimensões enquanto referenciais teóricos, porém, para a consecução dos mesmos, parcial ou totalmente, faz necessário um intenso trabalho coletivo.

Nesse sentido, as lideranças no interior da escola serão fundamentais para influenciar e mobilizar toda comunidade escolar, ou seja, os próprios gestores, docentes, funcionários, alunos e pais.

Enfim, é preciso acreditar nas pessoas e na possibilidade da melhoria da qualidade do ensino e de um novo papel da escola, independentemente das adversidades de nosso momento histórico.

O trabalho é difícil, mas perfeitamente possível exigindo compromisso e envolvimento em função dos melhores propósitos para a educação de pessoas.

Veja a seguir, as principais dimensões e definições características de escolas eficazes.

Visão/estratégia.

Compreensão e definição de objetivos, princípios e expectativas em relação à escola, envolvendo toda a comunidade educativa.

O planejamento como momento privilegiado de realizar ciência na educação.

Liderança.

Grupos de indivíduos que incentivam, trabalham em conjunto e apoiam a comunidade escolar a alcançar os objetivos.

Desenvolver lideranças nos diversos grupos e setores da comunidade escolar.

Elevados Padrões Acadêmicos.

Definição do que é esperado dos alunos ao nível de competências acadêmicas e sociais.

Competências sócio emocionais. Promoção de competências sócio-emocionais que têm impacto noutros para mediar os resultados.

Altas expectativas geram altos desempenhos.

Parceria com a Família, Escola e Comunidade.

Participação e envolvimento da comunidade escolar e da família. A família tem o dever de educar e a escola, escolarizar. A participação da família no apoio acadêmico do aluno é fundamental. É preciso esclarecer isso às famílias.

Desenvolvimento Profissional.

Envolvimento dos professores para a realização de atividades consistentes e significativas de forma que possam se comprometer com a aprendizagem contínua.

A formação em serviço para os profissionais da educação impacta na qualidade do ensino. O investimento neste aspecto é fundamental.

Monitoramento e avaliação contínua.

Monitoramento, controle e avaliação constante dos dados dos programas e dos desempenhos de alunos e professores.

A utilização de avaliações internas e externas aplicadas em momentos precisos tornam-se necessárias para as intervenções e ajustes do processo na consecução dos objetivos e metas.

Fonte de pesquisa: de Characteristics of Successful Districts, (p.3), E. Burmaster, 2006, Wisconsin: Wisconsin Department of Public Instruction

Você tem mais alguma sugestão ou comentário? Encaminhe para que possamos compartilhar.

Postado por Michel Assali

As competências que nossas crianças e jovens vão sempre precisar.

Olá, gente…

Foto da istock

Foto site Istock

O trabalho do educador será sempre desafiador por se configurar como uma luta constante contra adversidades visando a preparação da meninada para enfrentar o mundo real. O aluno precisa saber ler, interpretar e escrever muito bem, utilizar cálculos matemáticos, além de dominar conhecimentos científicos e artes. Precisam ainda saber conviver, tolerar, conversar, respeitar, enfim, desenvolver uma série de habilidades e competências básicas que favorecer o desenvolvimento social e profissional.

Neste sentido, as competências básicas se constituem como parâmetros fundamentais para as reflexões na elaboração de projetos e planejamentos para instituições educativas e seus respectivos educadores e gestores.

Porém, é preciso ter muito claro que os alunos do século XXI estão nas mãos de professores do  século XX. Nada de errado, considerando que sempre teremos diferenças cronológicas entre gerações. Entretanto, há que se considerar a velocidade do desenvolvimento técnico científico, em especial o da TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), que a ainda não se fazia tão presente na vida social da maioria dos adultos de hoje, momento em que o acesso à informação e às redes sociais, está na palma da mão e na ponta dos dedos.

Essa tendência social exige dos educadores reflexões sobre o assunto ao se definir as habilidades e competências que atenderão a essa demanda da sociedade.

Podemos não saber exatamente o que estará por vir aos alunos de hoje, porém, temos sempre a vantagem de discutir e refletir sobre as competências que necessitarão quando chegarem lá.

Tendo como base tendências e concepções educacionais, é interessante compartilhar, algumas das competências que deverão ser desenvolvidas na sala de aula atual com os olhos voltados ao futuro.

Vejamos:

Competência 1: pensamento crítico e resolução de problemas 

Os alunos precisam desenvolver habilidades em ver os problemas sob diversos ângulos. Isso possibilita interpretações diferentes e a formular hipóteses criativas para as soluções, análises de erros, etc. Uma programação que envolva desafios individuais e coletivos favorece o desenvolvimento dessa competência.

Competência 2: Colaboração e liderança

Sem dúvida que algumas pessoas são dotadas da habilidade de liderança. Porém, a liderança não é competências nata ou exclusiva. As pessoas podem desenvolver habilidades em influenciar pessoas  e tornarem-se líderes bem sucedidas.

Em vez de simplesmente entrar em um grupo e dividir as tarefas entre si, os alunos devem, pelo contrário ser encorajados a assumir papéis diferentes dentro de seu grupo para cada tarefa dentro do projeto e ao longo do tempo fazer rodízio de funções.

Competência 3: agilidade e adaptabilidade
A ideia de adaptar-se às mudanças é fundamental para compreender as mudanças da sociedade e da tecnologia. A agilidade para essa questão se refere à adaptação da velocidade das mudanças, para melhor compreendê-las. As estratégias na sala de aula podem favorecer essa preparação com o uso de atividades dinâmicas envolvendo orientações individuais, grupais e trabalhos de casa.

Competência 4: Iniciativa e Empreendedorismo
Os alunos precisam ser capazes de tomar a iniciativa e contribuir para melhorar o mundo. Devemos encorajar o desenvolvimento dessas habilidades e competências dentro de nossas salas de aula e nossas comunidades. Nossos alunos podem ser incrivelmente criativos e interessados ​​em dar forma a sua experiência em sala de aula, para que possamos pedir-lhes muito mais do que uma lista de regras de sala de aula e consequências.

Precisam que se sintam coautores de conhecimento e não somente consumidores de um ensino monológico. Incentivar a participação dos alunos nos diversos setores da escola e da comunidade escolar é ensiná-los a enfrentar a realidade e a superar seus fracassos.

Competência 5: Comunicação oral e escrita de qualidade
Apesar dos avanços na tecnologia, essas habilidades nunca diminuir em importância. Expressar corretamente e com clareza oralmente ou através da escrita, ou fazer uma apresentação numa pequena ou grande reunião, são competências que exigem muita prática do aluno e intervenção constante do professor.

Competência 6: Acesso, coleta e análise de informações
O acesso à informação passou a ser universal, principalmente em quantidade, através da internet. Porém, a instituição escolar precisa desenvolver nos alunos a habilidade de filtrar informações de relevância, utilizando ferramentas que possam aplicar a metodologia científica na pesquisa envolvendo coleta e credibilidade dos dados, análise, interpretação e aplicação dos resultados pesquisados. O professor poderá solicitar que individualmente ou em grupos, coletem informações a serem discutidas na sala de aula e submetidas à análise de todos, sobre veracidade, relevância, fonte da informação, etc.

Competência 7: Curiosidade, imaginação e criatividade
Valorizar a imaginação dos alunos é ponto central para desenvolver essas competências. Nesse sentido, o papel do educador é jamais tirar isso deles ao invés de querer ensiná-los a serem curiosos ou imaginativos. Pelo contrário, devem-se promover e incentivar a elaboração de atividades que permitam a concretização dessas ideias, sem medo de censuras pedagógicas. Aí reside o desenvolvimento da criatividade.

Veja você, prezado leitor. É possível às escolas, sejam públicas ou privadas, pensar a respeito dessas e de outras competências a serem desenvolvidas.

Afinal, o futuro não pertence somente aos nossos alunos, mas interessa a todos nós enquanto formadores de pessoas que podem transformar nosso mundo para ser um pouco melhor.

Você tem outras sugestões a contribuir? Outras competências que julga serem fundamentais?

Encaminhe para compartilhar!

Postado por Michel Assali

 

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Análise SWOT: pode ser aplicado à Educação?

Olá, gente…competência profissional

Sabemos que a Gestão Educacional teve origem na Administração Geral e, à medida que os conhecimentos da Filosofia, Sociologia e Psicologia evoluíram, seus impactos afetaram sensivelmente a Pedagogia, a administração escolar e a visão do processo ensino-aprendizagem.
Nessa perspectiva, no finalzinho do século XX, as corporações e instituições públicas, resgatam a importância da pessoa como elemento principal da produção. Surge o conceito de Gestão como termo mais apropriado para as relações humanas no trabalho e, em especial, para Gestão Educacional.

Porém, alguns conhecimentos da Gestão em Administração podem e até devem ser utilizados e adaptados para a Gestão Educacional visando a avaliação institucional e a tomada de decisão.

SWOT_estratégia (1)

Uma das ferramentas muito interessantes para a gestão é a Análise do SWOT.

A Análise SWOT não tem um criador definido, mas muitos acreditam que ela tenha sido desenvolvida na década de 1960, por professores da Universidade Stanford, a partir da análise das 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Portanto, como qualquer outra ferramenta considerada clássica na administração, a Análise SWOT também foi pensada considerando o contexto da grande empresa e, posteriormente, passou a ser adotada também em outras situações, como em empresas de menor porte e em instituições educacionais.

SWOT_estratégia (2)

Ferramenta para tomada de decisão e formulação de estratégia sendo a base para a elaboração do planejamento estratégico a Análise SWOT usa uma planilha para coletar informações de pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças no ambiente interno e externo à instituição.

“Se conhecemos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos e nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas”  (Sun Tzu)
Significados envolvidos:

– Strengths (forças) – vantagens internas da instituição em relação às concorrentes. Ex.: qualidade do serviço ou produto oferecido, bons controles e acompanhamentos internos, organização financeira, etc;

– Weaknesses (fraquezas) – desvantagens internas da instituição em relação às concorrentes. Ex.: altos custos dos serviços ou produção, imagem ruim na comunidade, instalações inadequadas ou obsoletas, nome ou marca fraca, etc;

– Opportunities (oportunidades) – aspectos externos positivos que podem potenciar a vantagem competitiva da instituição. Ex.: mudanças nos hábitos da clientela ou comunidade, concorrência fraca, etc;

– Threats (ameaças) – aspectos externos negativos que podem por em risco a vantagem competitiva da instituição. Ex.: novas instituições instaladas na região, perda de profissionais importantes, etc.

Tem algum comentário?

Encaminhe acessando o quadro “recados rápidos” ao lado direito da página.

Postado por Michel Assali

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Uma dúzia de erros no emprego das tecnologias na aprendizagem.

Olá gente…learn

A tecnologia bate à porta da escola há algum tempo. As reações frente ao seu acesso e uso  variam conforme a cultura de cada unidade escolar. Algumas escancaram as portas e a recebem de qualquer jeito com o intuito de parecerem “modernas ou avançadas”, ou ainda, como um bom marketing para conquistar os pais e comunidade.

Outras utilizam de cautelas e procuram organizar o acesso às tecnologias por meio de elaboração de projetos. Existem aquelas que por fatores e justificativas internas e externas, políticas ou financeiras, impedem radicalmente a entrada de qualquer tecnologia que não respeite a questão legal, optando assim, por não investir nessa seara.

Porém, é impossível reverter o fenômeno dos impactos das tecnologias da informação e seus desdobramentos, sobre o processo de ensino e aprendizagem, notadamente, a sala de aula.

É preciso conhecer, discutir, analisar e elaborar projetos coletivos com envolvimento dos docentes, gestores escolares e pais.

Contribuindo com os desafios para a produção de inovações em educação, seguem abaixo alguns cuidados a serem observados na elaboração de novos projetos evitando-se possíveis erros na prática pedagógica:

Erros que você provavelmente está cometendo com o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs):

  1. Você está escolhendo a tecnologia.

Não se esqueça dos alunos. Eles provavelmente têm grandes contribuições no tema e muitos dominam mais o assunto mais que você.

  1. Você está escolhendo a função.

É claro que cabe ao professor decidir pela metodologia, mas se os alunos não podem controlar a tecnologia, seu uso e nem a sua função, corre-se o risco de produzir um aprendizado passivo desde o início.

  1. Você está determinando o processo.

O processo deve ser determinado pelo professor uma vez que a ação educativa é diretiva. Porém, não pode haver exageros inibindo a participação dos alunos.

  1. A tecnologia é uma distração.

Se a tecnologia faz mais sucesso que seu projeto e processo de ensino, então é preciso repensar a metodologia e usar tudo ao seu favor.

  1. A tecnologia não é necessária.

A literatura tem comprovado a importância da tecnologia como grande facilitadora da aprendizagem.

  1. O processo é muito complexo.

Procure organizá-lo da forma mais simples. Busque parcerias e trabalhe coletivamente.

  1. Os alunos têm acesso a muita tecnologia e, por conseguinte, muita distração.

Elabore projetos coletivos que possam minimizar essas atitudes, trabalhando com projetos, desafios ou situações-problema.

  1. Você decide tudo. É o juiz, júri, executor, etc.

Facilite o processo e deixe o caminho livre à criatividade dos alunos. Incentive ao interesse e o desafio da descoberta, já que a tecnologia é atrativa aos alunos.

  1. Você é uma ilha tecnológica.

Tecnologia conecta todos a tudo. Use as redes sociais e aplicativos para tirar vantagens pedagógicas.

  1. Você está limitando ao conteúdo programático.

Dê aos alunos a oportunidade da busca e da pesquisa de forma organizada e aberta, e que possam participar como co-autores na produção de conhecimentos.

  1. A transição entre a tecnologia e não tecnologia é complicada. Ou usa tudo ou, nada.

Não é preciso esperar as mudanças gerais para mudar a metodologia de trabalho. Estamos em fase de transição e momento de produzir novas metodologias de ensino com ou sem o uso de tecnologias.

  1. Tecnologia está funcionando como um fim, não um meio.

Esse é um dos grandes equívocos a serem superados. É preciso ir além do marketing da “sala de informática” e concretizar as teorias com a participação efetiva da equipe docente e alunos.

Você tem mais alguma sugestão “erro” a apontar?

Encaminhe seus comentários.

Fico no aguardo!

Postado por Michel Assali

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