Archives: setembro 2015

As competências que nossas crianças e jovens vão sempre precisar.

Olá, gente…

Foto da istock

Foto site Istock

O trabalho do educador será sempre desafiador por se configurar como uma luta constante contra adversidades visando a preparação da meninada para enfrentar o mundo real. O aluno precisa saber ler, interpretar e escrever muito bem, utilizar cálculos matemáticos, além de dominar conhecimentos científicos e artes. Precisam ainda saber conviver, tolerar, conversar, respeitar, enfim, desenvolver uma série de habilidades e competências básicas que favorecer o desenvolvimento social e profissional.

Neste sentido, as competências básicas se constituem como parâmetros fundamentais para as reflexões na elaboração de projetos e planejamentos para instituições educativas e seus respectivos educadores e gestores.

Porém, é preciso ter muito claro que os alunos do século XXI estão nas mãos de professores do  século XX. Nada de errado, considerando que sempre teremos diferenças cronológicas entre gerações. Entretanto, há que se considerar a velocidade do desenvolvimento técnico científico, em especial o da TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), que a ainda não se fazia tão presente na vida social da maioria dos adultos de hoje, momento em que o acesso à informação e às redes sociais, está na palma da mão e na ponta dos dedos.

Essa tendência social exige dos educadores reflexões sobre o assunto ao se definir as habilidades e competências que atenderão a essa demanda da sociedade.

Podemos não saber exatamente o que estará por vir aos alunos de hoje, porém, temos sempre a vantagem de discutir e refletir sobre as competências que necessitarão quando chegarem lá.

Tendo como base tendências e concepções educacionais, é interessante compartilhar, algumas das competências que deverão ser desenvolvidas na sala de aula atual com os olhos voltados ao futuro.

Vejamos:

Competência 1: pensamento crítico e resolução de problemas 

Os alunos precisam desenvolver habilidades em ver os problemas sob diversos ângulos. Isso possibilita interpretações diferentes e a formular hipóteses criativas para as soluções, análises de erros, etc. Uma programação que envolva desafios individuais e coletivos favorece o desenvolvimento dessa competência.

Competência 2: Colaboração e liderança

Sem dúvida que algumas pessoas são dotadas da habilidade de liderança. Porém, a liderança não é competências nata ou exclusiva. As pessoas podem desenvolver habilidades em influenciar pessoas  e tornarem-se líderes bem sucedidas.

Em vez de simplesmente entrar em um grupo e dividir as tarefas entre si, os alunos devem, pelo contrário ser encorajados a assumir papéis diferentes dentro de seu grupo para cada tarefa dentro do projeto e ao longo do tempo fazer rodízio de funções.

Competência 3: agilidade e adaptabilidade
A ideia de adaptar-se às mudanças é fundamental para compreender as mudanças da sociedade e da tecnologia. A agilidade para essa questão se refere à adaptação da velocidade das mudanças, para melhor compreendê-las. As estratégias na sala de aula podem favorecer essa preparação com o uso de atividades dinâmicas envolvendo orientações individuais, grupais e trabalhos de casa.

Competência 4: Iniciativa e Empreendedorismo
Os alunos precisam ser capazes de tomar a iniciativa e contribuir para melhorar o mundo. Devemos encorajar o desenvolvimento dessas habilidades e competências dentro de nossas salas de aula e nossas comunidades. Nossos alunos podem ser incrivelmente criativos e interessados ​​em dar forma a sua experiência em sala de aula, para que possamos pedir-lhes muito mais do que uma lista de regras de sala de aula e consequências.

Precisam que se sintam coautores de conhecimento e não somente consumidores de um ensino monológico. Incentivar a participação dos alunos nos diversos setores da escola e da comunidade escolar é ensiná-los a enfrentar a realidade e a superar seus fracassos.

Competência 5: Comunicação oral e escrita de qualidade
Apesar dos avanços na tecnologia, essas habilidades nunca diminuir em importância. Expressar corretamente e com clareza oralmente ou através da escrita, ou fazer uma apresentação numa pequena ou grande reunião, são competências que exigem muita prática do aluno e intervenção constante do professor.

Competência 6: Acesso, coleta e análise de informações
O acesso à informação passou a ser universal, principalmente em quantidade, através da internet. Porém, a instituição escolar precisa desenvolver nos alunos a habilidade de filtrar informações de relevância, utilizando ferramentas que possam aplicar a metodologia científica na pesquisa envolvendo coleta e credibilidade dos dados, análise, interpretação e aplicação dos resultados pesquisados. O professor poderá solicitar que individualmente ou em grupos, coletem informações a serem discutidas na sala de aula e submetidas à análise de todos, sobre veracidade, relevância, fonte da informação, etc.

Competência 7: Curiosidade, imaginação e criatividade
Valorizar a imaginação dos alunos é ponto central para desenvolver essas competências. Nesse sentido, o papel do educador é jamais tirar isso deles ao invés de querer ensiná-los a serem curiosos ou imaginativos. Pelo contrário, devem-se promover e incentivar a elaboração de atividades que permitam a concretização dessas ideias, sem medo de censuras pedagógicas. Aí reside o desenvolvimento da criatividade.

Veja você, prezado leitor. É possível às escolas, sejam públicas ou privadas, pensar a respeito dessas e de outras competências a serem desenvolvidas.

Afinal, o futuro não pertence somente aos nossos alunos, mas interessa a todos nós enquanto formadores de pessoas que podem transformar nosso mundo para ser um pouco melhor.

Você tem outras sugestões a contribuir? Outras competências que julga serem fundamentais?

Encaminhe para compartilhar!

Postado por Michel Assali