Archives: novembro 2015

Enrolando no trabalho

Olá gente…enrolando no trabalho

Vou tratar de um assunto importante, mas de um modo pouco ortodoxo que pode torcer o nariz de muita gente. Porém, se o fato é real, resta enfrentar a situação, resolver o problema e aprender com os erros.

Segundo especialistas nossas atividades profissionais (no trabalho) se baseiam em três ações possíveis: fazemos reuniões, executamos uma tarefa ou desenvolvemos conhecimento.

As reuniões, curtas ou longas, grandes ou pequenas, cansativas ou não, promovem encontros de poucas ou muitas pessoas com objetivos comuns e finalidades específicas, independente de seus resultados. São ações com começo, meio e fim, com tempo determinado para seu início e término.

O pessoal da educação, por exemplo, está sempre envolvido com reuniões. Existem reuniões para tudo.

As tarefas são ações realizadas individualmente que podem ou não integrar uma equipe. É o trabalho propriamente dito. Executar uma atividade específica, fazer determinadas ligações e contatos, elaborar relatórios, encaminhar e acompanhar tarefas de outros, analisar documentos e petições, redigir despachos, determinar procedimentos, etc.

O conhecimento no trabalho é gerado pelo fato de estarmos envolvidos com essas atividades humanas. O fato de estarmos envolvidos com reuniões e tarefas favorece agregar e  elvar nossos conhecimentos como consequência da própria participação.

Aplicando-se uma lógica simples ao que foi exposto, pergunta-se: Se em seu horário de trabalho você não estiver participando de uma reunião nem está executando uma tarefa, que estará fazendo?

Certamente está enrolando! Calma! É chato, dizer isso, mas é a realidade. Você está enrolando mesmo. Vai dizer que quando uma pessoa em horário de trabalho navega na Internet, visitando sites diferentes, redes sociais, etc., está fazendo o quê?

Simplesmente enrolando e não fazendo uma tarefa que gere um resultado!

A ideia, aqui não é a crítica, mas a conscientização sobre a questão do foco no trabalho de modo a tornar suas tarefas produtivas.

Como sugestões para aumentar a produtividade, convém sugerir:

Crie sua lista de tarefas (diária, semanal, etc.), escreva lembretes e alertas, estabeleça metas, siga cronogramas e agendas, entre outras.

Isso aumentará sua produtividade além de reduzir o estresse ea procrastinação.

Então faça sempre a pergunta: O que eu estou fazendo no meu horário de trabalho é uma tarefa? Reunião?

Se não for, você está enrolando!

Pense nisso e encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali

Freses proibidas a qualquer gestor

Olá, gente…Freses proibidas ao gestor

Há momentos em que o gestor precisa meditar sobre suas atitudes visando a auto-avaliação de seu trabalho e projetando ações futuras de intervenções ou o estabelecimento de novas metas.

Embora as frases abaixo, sejam muito conhecidas, não é difícil cair na armadilha da distração principalmente quando pressões pela entrega de trabalhos, serviços e expedientes aumentam.

Apenas com o intuito de contribuir, seguem abaixo algumas frases proibidas para um gestor de qualquer área institucional:

 “Precisava planejar?”

– Sem planejar, você não controla o processo. Sem controle você não avalia. Sem avaliação você não intervém. Sem intervenção não há correções e o problema continua. O planejamento deve ser sistemático quando estamos tratando de projetos dentro de qualquer instituição;

 “Faça do jeito que der depois a gente arruma.”

– Cuidado! O depois é sempre incerto e o perigo mora nos detalhes. Resolva o mais rápido que puder.

 “Nossa, o prazo do projeto venceu!”

–  Isso se denomina  gestão de tempo. Utilize agenda e cuidado com a procrastinação.

“Mas eu achei que tinha ficado claro!”

– invista na comunicação, sempre em busca do entendimento comum. Não pense que bastou um momento e as pessoas entenderam tudo. As pessoas são diferentes e cada uma tem seu modo de compreender uma situação, com velocidades bem diferentes. Então, ratifique usando mais formas de comunicação.

 “Nós acertamos verbalmente, por isso eu não documentei.”

– Registre, documente, anote. A memória do ser humano não é como de um computador. É volátil com o tempo.

 “Não fiz porque ninguém mandou.” –  70% das pessoas nas empresas e instituições faz somente o que lhes é mandado fazer; 20% nem isso fazem; 10% restantes fazem a diferença. Em que grupo você acha que você como gestor deve estar?

“Achei que não precisa  avisar!”

– A boa comunicação, mais uma vez, é fundamental. Há pessoas que precisam ser comunicadas para tudo. Cuide delas enquanto gestor.

“Deixa que eu faço tudo sozinho!”

– Essa atitude é centralizadora demais e demonstra desconfiança em relação ao outro. Trabalho de equipe é fundamental e movido pela confiança;

 ”Aqui sempre foi assim!”

– Perigo! Perigo! Atitudes assim matam a criatividade e a inovação. Pessoas, que querem fazer a diferença, não se conformam com a mesmice.

 

Que frases você poderia acrescentar?

Deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

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Manifesto Incompleto a favor da inovação em educação

Olá, gente…inovação engrenagens

Inovação é atualmente a demanda mais solicitada tanto nas instituições públicos quanto nas corporativas e nos mais diversos setores da sociedade, com ênfase especial na educação. É evidente que a base para qualquer inovação que se pretenda reside no desenvolvimento da criatividade.

Dessa forma, a importância de construir um ambiente educacional favorável a promover a criatividade é fundamental dentro da instituição escolar, seja em ambientes especiais como na própria sala de aula.

Com esta preocupação o designer canadense Bruce Mau, iniciou um movimento em 1998, selecionando práticas e ações para motivar e liberar a criatividade. Embora seu objetivo visasse os designers, os conceitos são válidos para qualquer profissional, inclusive educadores.

Bruce Mau acredita que o Design é uma nova maneira de aumentar a qualidade do ensino das crianças e assim, gerar inovadores profissionais no futuro. Ele entende que o poder do design não tem limites, e tem a capacidade de trazer mudanças positivas em uma escala global.

Com muitos adeptos a ideia, Mau elaborou um manifesto que recebeu o nome de “Manifesto Incompleto”, por ter o objetivo de ser um movimento contínuo e construído de forma colaborativa.

Segue abaixo, uma seleção de interessantes afirmativas contidas no Manifesto Incompleto que favorecem nossa reflexão a respeito do assunto e sobre nosso trabalho.

  • Permita-se mudar com os acontecimentos: Você tem que estar disposto a crescer. Crescimento é diferente de algo que acontece com você. Você pode produzi-lo. Você vive isso. Para um crescimento significativo, é preciso estar aberto para experimentar eventos e a vontade de ser mudado por eles.
  • Esqueça o bom: Bom é uma quantidade conhecida. Bom é o que todos nós concordamos. Precisamos, na verdade do ótimo, da excelência.
  • O crescimento não é necessariamente o bom: Crescimento é uma exploração constante. Se você já se contentar com um bom, você nunca vai ter um crescimento real.
  • Não deixe de lado os erros acidentais: A resposta errada é a resposta certa em busca de uma questão diferente. Colecione respostas erradas como parte do processo. Faça perguntas diferentes. Valorize os detalhes.
  • Colabore: O espaço entre pessoas trabalhando juntas é cheio de conflitos, atritos, alegria, prazer e vasto potencial criativo. Permita-se a colaborar sempre.
  • Fique acordado até tarde: Coisas estranhas acontecem quando você vai longe demais, trabalhou muito duro e depois, se vê separado do resto do mundo.
  • Pense com a sua mente: Esqueça a tecnologia. Criatividade não é dependente desse recurso. Toda mudança começa conosco e não com os recursos. A tecnologia é apenas recurso a ser disponibilizado para o que nós vamos planejar.
  • Processo é mais importante que resultado: Quando o resultado guia o processo, nós somente iremos para onde já estivemos e pode levar a procrastinação. Se o processo guia o resultado, nós podemos não saber para onde estamos indo, mas saberemos que queremos estar lá.
  • Ame seus experimentos: Prazer é a engrenagem do crescimento. Explore a liberdade de moldar seu trabalho como lindos experimentos, interações, tentativas, provas e erros. Olhe para a longa vista e permita a si mesmo a diversão da falha todos os dias.
  • Fique a deriva: Permita a si mesmo vagar sem rumo. Explore as adjacências. Não faça julgamentos. Adie críticas.
  • Continue se movendo: A sociedade, o mercado e suas operações têm a tendência de reforçar o sucesso. Resista. Permita que a falha e a migração sejam partes de sua prática.
  • Não entre em premiações: Simplesmente não faça isso. Não é bom para você.

Não é mais possível admitir que, em pleno século XXI, uma empresa ou instituição escolar que almeja o sucesso não tenha como lema a inovação. Mas é preciso combinar o princípio da inovação com o principio do processo criativo e, junto com outras ações estruturantes, manterem-se competitivas.

Lembrando que inovar é o passo final de um longo caminho difícil, ousado e de enfrentamento de mudanças, requerendo persistência, disciplina e determinação por parte de todas as pessoas e de todos os setores. É possível!

Lembre-se que do século XXI, já passaram 15% e inovações na educação até agora, nadinha de nada.

Já pensou a respeito disso? Manifeste sua opinião! Deixe seus comentários!França

 

Postado por Michel Assali

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Que tal experimentar algo novo por 29 dias?

Olá, gente…Lua 3

Que tal experimentar alguma coisa nova por 29 dias.

Por que 29 dias? É o tempo aproximado do período sinódico lunar (29,5 dias para estar  no mesmo ponto após a volta em torno da Terra). É apenas uma metáfora indígena para contar o tempo e aqui, para chamar sua atenção.

Mais tempo será de sua decisão, porém menos que isso, fica difícil obter bons resultados.

O objetivo principal é a mudança de hábitos ou criar um novo hábito ou ainda, trocar velhos por novos hábitos. E para realizar tal façanha é preciso uma mobilização física e mental por um período mínimo de tempo para que sejam instalados os novos hábitos. A repetição contribui muito para isso. Logicamente trataremos aqui de hábitos da docência, mas que podem ser aplicados em outros aspectos da nossa vida.

Então vamos às sugestões! Não é preciso seguir todas. Escolha uma delas e siga em frente! Faça um esforço para executar sua decisão por 29 dias, que poderá ser iniciada no dia que você determinar.

– Fique no recreio, junto com os alunos.

Permanecer no recreio por esse período poderá propiciar uma nova visão sobre comportamentos e relacionamentos entre alunos e professores. Isso inspira credibilidade e confiança.

– Escreva um bilhete elogiando um aluno a cada dia por um feito louvável.

Pode parecer estranho, principalmente para os adolescentes. Saiba que, independentemente da faixa etária, todos apreciam o elogio. Não economize com seus alunos. Carimbos, palavras de incentivo (valeu…, ótimo…, excelente…, etc.), colocadas nas lições e atividades são muito bem recebidas pelos alunos, inclusive os adolescentes do Ens. Fundamental  II e Médio.

– Compartilhe uma de suas ideias com seus colegas de trabalho.

Trocar ideias e práticas resulta em apenas uma boa coisa: enriquecimento profissional mútuo. Tratar de temas relevantes no coletivo promove a criatividade. Tente isso pelos 29 dias.

– Inicie suas aulas com uma atividade, experimento, ou demonstração interessante e inédita.

Procure iniciar sua aula com um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite” especial comentando sobre virtudes do ser humano, ou outra coisa boa da vida.  Sugiro que você selecione algo novo para acrescentar nesses 29 dias especiais visando preparar física e mentalmente os alunos para as aulas. Pense em algo surpreendente.

– Tente uma metodologia de ensino diferente.

Arregace as mangas e utilize aquela metodologia que você sempre quis utilizar, mas teve receio.  Leia mais sobre o assunto, crie confiança, comunique seus superiores e… Mãos à obra. Se você for preparado e seguro o resultado será um sucesso.

– Planeje cada dia de aula com começo (objetivos), meio (conteúdo e atividades) e fim (avaliação). Tudo com antecedência

Planeja todas as aulas para esse período. Terá gasto um bom tempo fora da sala nessa preparação, porém os resultados serão surpreendentes e sem estresse durante a aula. Experimente!

– Ajude aqueles alunos que estão com maiores dificuldades nas aulas ou na sua disciplina.

Utilize um tempo pré-estabelecido de suas aulas do dia para dedicar alguns minutos especiais aos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Escute, converse, analise, investigue e aplique metodologias alternativas. Peça ajuda aos colegas, se precisar.

– Ligue para casa de um aluno e elogie-o à família por algo admirável.

Complicado? Difícil, mas não impossível. Considere tratar-se de uma postura que favorece o trabalho docente na medida em que envolve a responsabilidade da família com o processo do ensino e aprendizagem e não apenas a escola.

– Promova atividades para casa relacionadas com algo gostoso de fazer.

Exemplos?  O bom uso da internet, TV, alimentação, atividade física, exercício mental, voluntariado, oração, meditação, etc. Ao final organize um momento para que os resultados sejam socializados usando a exposição, demonstração, comunicação dessas atividades.

Experimente pelo menos uma dessas (ou outras) atividades por 29 dias. Avalie os resultados e envie seus comentários.

Por favor, seus comentários serão preciosos se puder encaminhá-los.

Lembre-se de que as pessoas vão esquecer o que você disser e o que você fez, mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir.

Aguardo comentários. Podem ser feitos no quadro mural verde à direita da página. Vá lá!

Postado por Michel Assali

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Ensinar o Desejo do Mar

Olá, gente…Sunset-on-the-sea_s

Uma das melhores formas de gerar capital social positivo parece passar pelo fomento da “ação propositada” que decorre de dois fatores.

O primeiro é o interesse pessoal, o querer – isto é, a noção clara do que se faz e porque se faz. O segundo é um forte sentimento de que a motivação é pessoal, intrínseca e da responsabilidade própria. A pessoa motiva-se. Não se motiva a pessoa.

Nesse sentido, pergunta-se:

Como podem as organizações e os seus líderes estimular a ação propositada dos colaboradores?

Ghoshal e Bruch apontam uma imagem de Antoine de Saint-Exupéry, o célebre escritor e aviador francês, autor de O Principezinho: “Se queres construir um navio, não mandes os homens para a floresta a cortar madeira, aplaná-la e juntar as placas. Em vez disso, ensina-lhes o desejo do mar.”

Nesta perspectiva, em vez de arranjar soluções prontas, os gestores e professores devem suscitar questões e desenhar visões apelativas, ou seja, aflorar o querer, o desejo do mar. Esse é o desafio!

Esse querer ou “o desejo do mar” pode ser desenvolvido de diversas maneiras.

-É necessário “dar espaço” às pessoas – para que elas criem interesses. Pessoas comandadas não têm escolha, não têm vontade (a não ser a de escapar ao controle!)

-É preciso, pois, que as instituições concedam liberdade de escolha às pessoas e que estas percebam que têm essa liberdade.

Cada um dos autores deste livro pode dispor-se a fechar-se em casa durante uma semana para terminar a obra. Mas o sentimento seria seguramente de grande raiva e desconforto se o nosso “patrão” nos obrigasse a permanecer em casa para fazer o mesmo trabalho. O que nos perturba não é “ficar fechado em casa” é “ser obrigado a ficar fechado em casa”.

-É necessário facultar às pessoas a possibilidade de lidarem com problemas difíceis ainda que situados dentro do seu limite de capacidades. Por regra, os problemas fáceis não são sedutores. As mentes e os corações das pessoas são ativados por desafios complicados.

-É importante que as pessoas tenham objetivos relevantes. É por essa razão que a organização deve clarificar o ponto que deseja atingir. E deve fazê-lo de uma forma que seduza os seus membros. É provável que, para isso, necessite de envolver as pessoas na determinação desse mesmo objetivo.

Quando o desafio é complexo e o objetivo partilhado, é mais provável que o esforço coletivo se sobreponha ao individual. O “nosso” trabalho passa a ser mais importante do que o “meu” trabalho.

In Cunha, Rego e Cunha (2007). Organizações Positivas, Lisboa: Dom Quixote – Portugal.

Tem mais alguma contribuição? Encaminhe e faça seus comentários.

Postado por Michel Assali

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