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Pensamento crítico na educação?

Olá, gente…Pensador-Rodin

Começa o ano letivo e a escola passa a figurar como um importante componente social que promove encontros e reencontros de pessoas. Pais, alunos e educadores compõe uma rede de personagens que se relacionam sob normas, regimentos e regras sociais, determinando o que denominamos de comunidade escolar ou educativa.  Enfim, a escola volta a ser um organismo vivo, dinâmico em movimento constante.  Que bom!

Inerente ao processo educativo, o planejamento dá o tom aos currículos escolares, mobilizando gestores e docentes em direção a atender necessidades, anseios, filosofias da comunidade escolar, subsidiadas pelos objetivos educacionais gerais e específicos e todas as atividades escolares.

Praticamente, em todos os textos referentes aos planejamentos, destacam-se alguns verbetes ou termos clássicos e, entre eles, o termo referente à formação do “pensamento crítico” o qual deverá se desenvolvido ao longo de sua escolaridade com ênfase nas séries finais do Ens. Fundamental e, em especial, no Ensino Médio e Superior.

Aqui, vale perguntar. Mas, o que vem a ser “pensamento crítico”?

Para os educadores, o termo pensamento crítico é semelhante a palavras como democracia, gestão democrática, construtivismo, etc.  Você ouve as pessoas usá-los o tempo todo, mas ninguém parece entender exatamente o que eles significam ou como são desenvolvidas e avaliadas no cotidiano escolar.

Este falta de clareza etimológica acarreta em banalização da utilização dos termos que vão sendo empregados nos textos pedagógicos sem uma devida atenção quanto ao seu significado, notadamente ao se elaborar o planejamento escolar. Sem esses cuidados, os termos aparecem nos textos visando torná-los mais bonitos e complexos, porém esvaziados de conceituação e sentido prático, ou seja,  apenas “para inglês ver”.

Segundo o coletado na Wikipédia, “Pensamento crítico é um julgamento propositado e reflexivo sobre o que acreditar ou o que fazer em resposta a uma observação, experiência, expressão verbal ou escrita, ou argumentos. Pensamento crítico pode envolver determinar o significado e significância do que está sendo observado ou expresso, ou, em relação a uma dada inferência ou argumento, determinar se há justificativa adequada para aceitar a conclusão como sendo verdadeira.”

Fisher e Scriven (1997, p. 20) definem o pensamento crítico como uma “Habilidosa e ativa interpretação e avaliação de observações, comunicações, informação e argumentação.”

Parker e Moore (Critical Thinking) o definem mais precisamente como sendo a determinação cuidadosa e deliberada sobre aceitar, rejeitar ou suspender o julgamento acerca de uma dada afirmação e o grau de confiança que alguém deve aceitar ou rejeitá-lo.

No uso contemporâneo, “crítico” tem uma conotação de expressar desaprovação, o que não é sempre verdadeiro no pensamento crítico. Uma avaliação crítica de argumentos, por exemplo, pode concluir que é um bom argumento.

 

O pensamento crítico é entre as primeiras causas para a mudança (pessoal e social), porém, sem a assimilação de conhecimentos é impossível de ser desenvolvido.

Mais do que a definição e conceituação, o pensamento crítico exige contextualização. É fundamental a análise e conhecimento do entorno e a visão apurada, pois quanto mais conhecimento, melhor desenvolvimento do pensamento crítico.

Compartilho da definição obtida no site Criticalthinking.org referente ao pensamento crítico quando afirma:

“O pensamento crítico é que o modo de pensar – sobre qualquer assunto, conteúdo ou problema – em que o pensador melhora a qualidade do seu pensamento por habilmente analisar, avaliar e reconstruí-lo. O pensamento crítico é autodirigido, autodisciplinado, automonitorado e pensamento autocorretivo. Ela pressupõe concordância com padrões rigorosos de excelência e de comando consciente do seu uso. Ele implica uma comunicação eficaz e capacidade de resolver problemas, bem como um compromisso para superar o nosso egocentrismo nativo e sociocentrismo. “

Enfim, para pensar criticamente exige que você agregar conhecimento, formar algum tipo de entendimento e depois articular tudo para um formulário específico (por exemplo, ensaio argumentativo) e público.

Pense sobre o que isso significa. Conheça, mais! Pesquise e aprofunde conhecimentos sobre o assunto.

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Postado por Michel Assali