Archives: junho 2016

Mundo chato?

Olá, gente…mundo chato

Em que mundo é esse em que  estamos vivendo?

Que mundo queremos deixar para nossos filhos e netos?

Foi a partir destas e outras indagações e algumas reflexões sobre as questões democráticas referentes às máximas proclamadas pela revolução francesa, “liberdade, igualdade e fraternidade”, concluí que nosso mundo parece estar ficando muito chato.

Em nome destes ideais, a sociedade atual tem imposto medidas rigorosas de forma a propalar uma moral idealizada com objetivos de produzir uma homogênea massa de comportamentos, resultando numa liberdade “pasteurizada”.

Mesmo com tanta informação e com a ideia de desenvolver uma pessoa holística, diversas ciências e especialidades surgem para nos ensinar a viver, como se isso e uma coisa difícil, que exigem um assistente para todos os momentos da vida.  Assistimos então, a proliferação do “personal ….” alguma coisa.

Temos o “personal” do corpo, da decoração, das finanças, da viagem, da cozinha, etc., já despontando como gênero de primeira necessidade, como se a própria vida e o ato de viver não nos ensinassem nada.

E ainda tem as proibições, os impedimentos e um monte de coisas vedadas ao ser idealizado. Você, caro leitor, já observou o existe de proibições?

Não se pode beber, fumar, comer frituras, tomar café, usar açúcar nem adoçantes. Nem falar alto, rir a toa, dar bronca em criança.

O que não é proibido é muito bem pago. Paga-se para ver escola de samba, atrás do trio elétrico, estacionar na rua, flanelinha, pedágio, etc.

O mais interessante é que em nome da liberdade, tudo passou a ser monitorado: nossas ligações e contas telefônicas, movimentações bancárias, cartões de crédito e débito e uma grande porção de ações que realizamos que podem ser expostas pelas redes sociais.

Passamos a ser protagonistas de fotos e vídeos sem que sejamos consultados tanto pela grande quantidade de câmeras espalhadas em todos os cantos e ambientes da cidade como pelos celulares de qualquer pessoa, sob o risco ainda de aparecer nas chamadas “vídeocassetadas”.

Chamam isso de Bigdata, uma espécie de “bigbrother”mundial, que sabe mais sobre a gente do que agente mesmo.

Será que tudo isso é para garantir nossa liberdade?

Penso que este mundo está ficando chato demais!

E o que pior, há chatos demais em todas as instâncias e setores da nossa sociedade, onde muitos se escondem atrás de um nome  sofisticados: o politicamente correto.

Faço questão de citar um trecho do artigo-desabafo de Luiz Fernando Pondé no Jornal Folha de São Paulo de 07/09/09. Veja:

“Esses chatos, montados em suas análises jurídicas, sociológicas e psicológicas, atormentam a família, que fica perdida em meio a uma ciência moralista que tem como uma de suas taras a intenção de provar a incompetência dos homens e das mulheres na labuta com suas crias. Agora esses chatos decidiram que vão mandar nas compras de sucrilhos e nas idas ao McDonald’s.
Tomados pelo furor da lei, esses puritanos querem ensinar padre-nosso ao vigário, assumindo que os pais precisam de tutela na hora de comprar comida para seus filhos. Nada de bonequinhos, nada de brindes, apenas embalagens feias como caixotes soviéticos. Daqui a pouco, vão proibir mulheres bonitas nas propagandas e as gotas de cerveja que escorrem por suas saias curtas. Riscarão do mapa carros que desfilam homens charmosos. Uma verdadeira pedagogia do horror como higiene do bem.
O problema com este higienismo é que ele pensa combater em nome da liberdade, mas, na realidade, restringe ainda mais a liberdade, esmagando-a em nome desta senhora horrorosa que se chama “cidadania”.”

Vale a pena refletir sobre o assunto.

Encaminhe seus comentários e desculpem o desabafo!

Postado por Michel Assali

Gráficos interativos do Gapminder.

Olá, gente…gapminder_bg_gwo-300x235
Há tempos postei  uma nota com referência ao site www. gapminder.org , voltado para a construção e interpretação de gráficos interessantes e muito provocativos para reflexões sobre o desenvolvimento de países e do mundo.

Embora seja todo em inglês, o interessado pode utilizar dos programas de tradução do Google e obter um interessante resultado.

Substituindo as legendas dos eixos (abcissa-vertical ou coordenada-horizontal), você pode obter diversos dados e gráficos interessantes de todos os países do planeta. Ao clicar em play, é possível visualizar o evento escolhido ao longo de uma linha de tempo de forma bem dinâmica e parar no ano ou período de interesse.

Isso permite ao educador elaborar junto com seus alunos uma série de interpretações a respeito de diversos dados de países ou continentes os, os quais são classificados por cores.

O site também apresenta tutoriais e vídeos com sugestões para melhor uso e aplicação em apresentações e sala de aula.

O link https://www.gapminder.org/downloads/, permite fazer downloads de diversos materiais do site.

É muito interessante para desenvolver as habilidades relacionadas à construção, utilização e interpretação de gráficos, além de permitir momentos de reflexão a respeito de situações locais, regionais e mundiais.

Testei e achei muito interessante. Valeu a pesquisa.

Visite a página, explore e deixe seus comentários.

 

Postado por Michel Assali

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Resistência às mudanças.

Olá, gente…inovação - 1

As inovações para que sejam implementadas, exigem reflexões e planejamentos, principalmente quando estas podem mexer com mudanças paradigmáticas, pois passam a ser fundamentais em tempos da grande influência das novas tecnologias no nosso cotidiano profissional e familiar.

O processo de implementar mudanças em qualquer ambiente é sempre um grande desafio para qualquer instituição seja ela de caráter público ou privado. Entretanto, a mudança, faz parte de toda a realidade humana. Afinal, nosso presente está impregnado de situações de mudanças que se apresentam muitas vezes de forma sutil. Temos o que temos graças às mudanças nos diversos setores da atividade humana, construídas historicamente por sujeitos também históricos.

E mudar, nunca foi nem será nada fácil e sempre encontrará resistências, uma vez que traz sempre o incômodo, a perturbação, susto e muito… trabalho.

A professora Rosabeth Moss Kanter, da Harvard Business, destacou 10 razões para as pessoas resistirem à mudança, as quais listo abaixo com alguns comentários:

 

Perda de controle da mudança – Toda mudança afeta a autonomia e muda o paradigma de um determinado setor. E quando o paradigma muda tudo tende caminhar para o nível zero. Isto significa que a mudança desequilibra as pessoas obrigando-as a se adaptarem ao novo, exigindo novos conhecimentos para o novo paradigma, afetando a segurança e até as relações de poder.

Alta incerteza – Nosso cérebro é preparado para nos preservar do excesso de informação e, por essa razão, procura categorizar as informações que filtra. Mudar os paradigmas construídos com essa categorização é um processo demasiadamente doloroso. Possibilitar a comunicação para que as pessoas possam entender os benefícios da mudança passa a ser de extrema importância para a instituição.

Implementação de Surpresa – Impor mudanças é o melhor caminho para o fracasso. Por mais tentador que seja, deve-se evitar mudanças planejadas em segredo. O melhor caminho é começar contextualizando as razões e os cenários futuros que levaram a decidir pela mudança;

Tudo Diferente – Diante de um novo paradigma, as pessoas necessitam de uma nova “alfabetização” visando à preparação para novos procedimentos, operações e relacionamentos. Efeito inevitável das mudanças.

Perda de Identidade – A mudança sempre é abandono do passado. O problema é que as pessoas podem sentir-se como se tudo o que elas fizeram até aquele momento estivesse errado e por isso está acontecendo a mudança. Deve-se esclarecer que não é que o modelo anterior estava errado, ele apenas está ultrapassado, pois já não conseguem mais responder a novos problemas ou mudanças de cenários, principalmente os advindos de mudanças que aconteceram na sociedade. É importante resgatar conquistas passadas para manter o sentimento de dever cumprido.

Preocupação com a própria empregabilidade – Com a mudança, novas competências terão que ser desenvolvidas o que pode gerar insegurança nas pessoas quanto ao sucesso no aprendizado dessas novas competências. Investir em treinamento e capacitação deverá constar do Planejamento da organização visando o aperfeiçoamento que possam auxiliar no processo de adaptação a nova realidade e as novas competências;

Mais Trabalho – Sem nenhuma dúvida, qualquer mudança gera mais trabalho, principalmente ao se iniciar. Pois é no início do processo e na sua implementação que aparecem falhas, problemas e as próprias resistências. É nesse momento em que os ajustes serão inevitáveis, o que se faz necessário ter uma equipe dedicada ao processo de gestão de mudança é vital, até mesmo porque ajustes serão necessários.

Efeito Cascata – Convém ressaltar que as consequências da mudança não serão sentidas somente por um determinado setor ou segmento, mas que , gradativamente seus efeitos repercutem em outros segmentos, provocando também novas resistências. Portanto é fundamental que a comunicação e o esclarecimento sejam difundidos de forma mais democrática possível.

Ressentimentos do Passado – É muito comum nos momento de mudança, os saudosistas, tragam à tona as discussões e ressentimentos de mudanças no passado, causando mais insegurança e aumento da resistência. O esclarecimento e a socialização das necessidades da mudança serão imprescindíveis nesses momentos difíceis.

 Às vezes, a ameaça é real – Talvez seja a maior fonte de resistência. A mudança causa reação porque pode realmente machucar. Quando novas tecnologias substituem verdadeiramente uma cadeia de valor produtiva, trabalhos e empregos são extintos, surgem novos serviços, etc. O melhor negócio possível é ser transparente, rápido e justo.

Embora nenhum processo de mudança seja confortável, é possível minimizar seus efeitos. Dar retornos constantes à equipe se constitui como instrumento poderoso na preparação das pessoas em aceitar e, principalmente, adaptar-se as mudanças. Mas também é importante ter clareza que mudanças constantes e sem gestão causam mais confusão do que benefícios.

Deve-se ter em mente também que o papel das lideranças é fundamental no sentido de promover de um equilíbrio dinâmico entre mudança  e estabilidade, minimizando seus impactos. Trabalho difícil, mas nunca impossível.

Vamos pensar sobre o tema? Encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali

 

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Inovação em educação

 

Olá, gente…ideia

 

Inovação é o termo que tem impregnando textos, discursos, artigos e palestras nos diversos setores sociais e em todos os cantos do planeta  de forma predominante neste início de século.

Logicamente, a educação não poderia prescindir de discussão do tema em seu aspecto abrangente, tendo em vista a ênfase dada ao setor pelos diferentes sistemas de avaliações externas, conclamando os governos à aplicação de fortes investimentos nas áreas educacionais no mundo inteiro.

Entretanto, quando se pensa em inovação em educação é preciso não se deixar levar apenas pelo uso das novas tecnologias, uma vez que estas se constituem como ferramentas facilitadoras do trabalho educacional, potencializando o uso da informação na apropriação do conhecimento.

A inovação do trabalho pedagógico se caracteriza por se concentrar no uso de novas metodologias sustentadas por teorias que favoreçam o desenvolvimento das potencialidades das crianças e jovens, de modo a atender as demandas sociais do Séc. 21.

Aprendizagem baseada em problemas (PBL), aprendizagem baseada em projetos (PBL), aprendizagem baseada em jogos (GBL), etc., são exemplos já mencionados em postagens anteriores como possibilidades, que aliadas ao ensino híbrido, podem produzir inovações em educação.

Porém, a produção dessa inovação exige dos educadores posturas simples, porém fundamentais que facilitem o trabalho criador, permitindo que os atores educacionais não sejam apenas consumidores, mas também, produtores de educação.

Os ingredientes posturais descritos abaixo são sugestões para iniciar uma reflexão e têm a função de provocar a mente e a elaboração de outros aspectos a serem considerados. Nesse sentido a inovação em educação pode estar mais próxima e mais simples do que imaginamos. Vejamos:

 

– Prioridade:

É preciso ter muito claro os objetivos fundamentais do cargo, área ou disciplina de atuação. O que nosso aluno precisa aprender? Quais as habilidades e competências a desenvolver? Qual o melhor e mais adequado método a ser empregado? Que recursos facilitam a aprendizagem? Como se relacionar com a comunidade?  …

É preciso ter clareza sobre onde estamos e para onde vamos.

Essas e outras prioridades devem fazer parte da formação do educador e da cultura escolar, condição que facilita a produção de inovação.

“Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve…”

 

-Altruísmo:

A criatividade pode surgir no individual, porém a inovação somente se dá no coletivo. Não existe inovação individual no interior das instituições. O isolamento do educador ou de uma área de ensino é limitador e não contribui para que a inovação seja compartilhada. Como conseqüência, resistência e estagnação acabam por bloquear e anular processos que seriam valiosos para a inovação.

“Se você quiser ir rápido, vá sozinho; Se quiser ir longe, vá junto.”

 

– Tempo, disponibilidade e energia:

Ao contrário do que muita gente pensa, recursos financeiros e materiais são os menos problemáticos para a inovação, uma vez que são passíveis de obtenção.

É preciso se concentrar nas pessoas, no tempo necessário ao planejamento, que requer de disponibilidade e dispêndio de concentração e energia.

 

– Modelos e exemplos:

Modelos e exemplos são importantes para servirem de elementos de apoio e crítica, visando produzir novos e apropriados modelos e fundamentar o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico. Analisar modelos existentes contribuem para a formação de opiniões e estabelecer critérios de análise e auto avaliação para a criatividade e consequentemente, a inovação.

 

– Disposição para correr riscos:

“Os barcos estão seguros nos portos. Mas, não foram feitos para isso!”.

Segurança, todos queremos. Porém o excesso de segurança promove a estagnação. É preciso correr riscos se quisermos inovar. E, correr riscos significa estar preparado para as situações de fracasso, o que ninguém quer. Razão pela qual a preparação para o novo exige também a inovação da preparação e do planejamento.

 

– Confiança:

A inovação em educação exige, além dessas posturas, uma sensível dose de confiança em si mesmo e nas pessoas envolvidas no processo.  A confiança no trabalho é fundamental para que a inovação a ser implantada tenha credibilidade junto à  comunidade escolar. O sinal verde para a concretização das propostas inovadoras deverá ter o aval dos superiores, alunos e comunidade, tendo em vista as argumentações e justificativas de seus idealizadores.

 

Pense sobre o assunto. Você tem outras sugestões?

Encaminhe seus comentários!

Postado por Michel Assali

 

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