Archives: agosto 2016

Mensagens que o aluno precisa ouvir do professor

 

Olá, gente…Professor e aluno

Diante de todas as turbulências da sociedade e velocidades das tecnologias que impactam a escola e a sala de aula, os relacionamentos entre professor e aluno tornam-se difíceis e desafiadores exigindo dos professores aperfeiçoar o trabalho individual e coletivo e revisão de conceitos teóricos e práticos de docência.

Dentre as diversas questões, realizamos uma coletânea de mensagens que os professores podem usar para desarmar as relações professor-aluno e ajudar a construir relacionamentos alunos que podem durar por muito tempo.

Experimente!

– Não é o quanto você sabe, mas o que você faz com o que você sabe. Sei que isso pode ser difícil agora. Mas isso contribui para criar novas habilidades para outros temas.

– Eu me importo com você. E aqui é o lugar e a aula que planejei para você.

A palavra “inteligente” não significa nada. Então, eu e você não a usaremos mais.

– Você faz parte do nosso objetivo. Acredito que você pode fazer grandes coisas e, eu estou aqui para ajudá-lo a fazer.

– O passado é o passado, hoje é hoje. Fracassos passados ​​ou erros sumiram. Se o passado é verdadeiramente relevante para hoje, vamos usá-lo como aprendizagem.  Caso contrário, vamos superá-lo e seguir em frente.

– Sua pontuação numa prova reflete uma pequena parte de seu verdadeiro potencial. Você é muito mais que isso.

– Você tem que se cuidar mais que apenas esperar pena dos outros. Você é capaz de superar suas dificuldades.

– Se você realmente se preocupa com a qualidade do que você diz e faz na vida, tudo se torna mais fácil.

– O mais  importante competidor com você é você mesmo. Você está em sua própria jornada. Não compare o capítulo 2 da sua jornada com a de alguém que esteja no capítulo 8 da dele.

– Você deve se sentir confortável durante a aprendizagem. Caso contrário converse com seu professor a respeito disso.

– Os erros nos ajudar a crescer. Somente ao reconhecê-los, aprendemos a superá-los, pois assumir riscos implica em cometer erros. Veja o caso dos atletas olímpicos.

– Eu também sou um ser humano, uma pessoa.  Eu ensino, mas eu sou muito mais parecido com você do que você pensa. Às vezes eu vou cometer erros. Às vezes eu vou precisar da sua ajuda.

– Neste momento eu sou o seu (sua) professor (a) para a vida. Se você precisar estarei aqui e no futuro em alguma parte da vida.

– Você é o mais importante para mim. Acompanho, vejo e ouço o que você faz ou deixa de fazer. E isso afeta minha vida e sua vida.

– Você é capaz de ser o que desejar. Às vezes poderá ser difícil, mas nunca impossível.

 

Você teria mais alguma contribuição? Encaminhe para aumentarmos essa lista.

Postado por Michel Assali

A importância de ensinar e desenvolver habilidades sócio-emocionais (Parte II)

(Continuação da Parte I)

Salto Tiago

Olá, gente…

A sociedade superou a fase da subsistência e começa a exigir novas habilidades, incluindo-se nessas exigências as habilidades sócio-emocionais, com impactos sensíveis nas relações e redes sociais.

A escola tem um grande poder em contribuir com a modificação dos comportamentos sócio emocionais, razão pela qual é um ambiente propício e privilegiado para esse desafio.

Trabalhar e desenvolver as competências emocionais não é tarefa tão simples ao professor.

Um investimento na formação docente se faz necessária na elaboração de um novo currículo dos cursos de graduação para o magistério e, principalmente, na formação e treinamento em serviço para os docentes que já atuam profissionalmente. E os investimentos não serão poucos.

Os desafios para que as competências emocionais sejam viabilizadas são enormes, pois é preciso considerar que:

– Identificar conhecimentos e competências de maior relevância

– Inexistência um arcabouço de dados sobre essas competências;

– É preciso elaborar e estabelecer uma taxonomia sobre esse conteúdo;

– A necessidade de formular critérios e conceitos de mensuração das habilidades e competências;

– Contribuir a redesenhar a política educacional.

A escola tem as condições para iniciativas um trabalho nesse alinhamento, sem esperar que medidas centralizadas possam demandar obrigatoriedades para o trabalho. Porém, para isso se faz necessário que o grupo escola esteja sensibilizado para essa questão e elabore um pequeno projeto para melhor organizar o trabalho.

A Olimpíada 2016 em muito contribuirá para o desenvolvimento dos conteúdos emocionais. A   preparação dos atletas é um excelente exemplo para motivar e desenvolver nos alunos esses conteúdos, que requerem não apenas preparação física. Inclui-se aí, a organização das Olimpíadas, notadamente os espetáculos da abertura e encerramento do evento.

Como sugestões é possível pensar em temas  que sugerimos abaixo ou elaborar e adequar novos temas:

Quanto aos relacionamentos:

– Empatia – amabilidade – gentileza;

– Respeito

-Confiança

– Modéstia – gratidão

Quanto à resiliência emocional:

– Tolerância ao estresse

– Autoconfiança

– Tolerância à frustração

Quanto à autogestão (longo prazo):

– Determinação

– Organização

– Foco

– Persistência

– Responsabilidade

Quanto à abertura ao novo (longo prazo):

– Curiosidade

– Imaginação criativa

– Interesse artístico

– inovação e criatividade

Não é necessário que a escolha trabalhe todas essas habilidades de uma só vez.  É muito importante conhecer os interesses das crianças e selecionar as habilidades de maior relevância para aquele grupo ou escola.

Pense sobre isso, compartilhe e encaminhe sugestões e comentários.

Postado por Michel Assali

 

 

 

 

 

 

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A importância de ensinar e desenvolver habilidades sócio-emocionais. (Parte I)

Olá, gente…emocional

Sabemos muito bem da importância do desenvolvimento das habilidades e competências cognitivas nos processos de aprendizagem. E que as políticas públicas destinam de recursos com base nas avaliações externas aplicadas, com a finalidade de aperfeiçoar os sistemas e redes de ensino, visando o aperfeiçoamento e a formação continuada de seus profissionais, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino.

Porém, pouco tem sido discutido e considerado o desenvolvimento das habilidades e competências não cognitivas, ou seja, as competências sócio-emocionais, relacionadas com a concepção de “saber conviver”, para “saber ser”, tais como, a motivação, autonomia, equilíbrio emocional, relacionamentos interpessoais, etc.

São competências a serem desenvolvidas e avaliadas com a finalidade de suscitar reflexões, direcionamentos e elaboração de projetos, tendo em vista seus impactos na qualidade da escola e na formação da personalidade. É certo que ninguém discorda da importância dessas competências, mas pouco tem sido valorizadas e sequer mensuradas, nas reflexões sobre resultados de desempenho das avaliações internas e externas.

Ações como, o de ampliar período escolar, currículos adequados, engajamento social, integração do corpo docente, envolvimento real da comunidade, integração dos setores e níveis e modalidades de ensino, entre outros, poderão se constituir em elementos relevantes para a elaboração de novos projetos e ações de políticas públicas eficazes em educação.

“Se ignorarmos as competências comportamentais, acabamos fazendo políticas públicas insuficientes para a educação, como a escola tem feito hoje em dia”, disse o professor de economia da Universidade de Chicago e Prêmio Nobel de Economia, James Heckman.

Somente conhecimentos conceituais não serão suficientes para as transformações desejadas para uma educação de qualidade. A necessidade de maiores investimentos no desenvolvimento de habilidades e competências emocionais no interior da escola poderá se constituir uma ferramenta importante para alavancar inovações necessárias aos novos desafios da educação.

Na próxima postagem explicitaremos as principais habilidades sócio-emocionais que, na nossa modesta opinião, deveriam ser desenvolvidas na escola.
Pense sobre isso. Deixe seu comentário!

Postado por Michel Assali

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Coisas que irão desaparecer das salas de aula nos próximos 10 anos.

 

Olá, gente…nova sala de aula

O mundo está em constante mudança e a sociedade também. Temos contemplado mudanças na tecnologia, inovações nas igrejas, nos modelos de transporte de taxis, em hábitos de consumo, etc.

A educação, politicamente centralizada nos governos, oferece grande resistência às mudanças, pois o controle é muito rígido, mas dificilmente escapará de sofrer tais impactos mesmo que o tempo para isso seja mais longo.

Novas metodologias, ensino personalizado, ensino híbrido, uso das tecnologias da informação e comunicação, etc. estão aí, na sala de aula, provocando professores e alunos e motivando à elaboração de novas formas de ensinar.

Essas tendências farão com que determinados aspectos didático pedagógicos, tenham seu dias contados, ou seja, fadados a desaparecer da sala de aula, nos próximos 10 anos.

– Aula explicativa

A aula explicativa tende a ser substituída por vídeos gravados que o aluno pode assistir em outros ambientes diferentes da sala de aula. Durante a aula, o professor pode interagir diretamente com as dificuldades e dúvidas de compreensão do aluno durante as atividades coletivas ou grupais quando de trabalhos decorrentes de desafios, elaboração de projetos ou solução de problemas, favorecendo um ensino mais personalizado.

– Boletins de notas

Os boletins de notas que apenas servem para uma visão superficiais do desempenho do aluno,  serão substituídos por relatórios que evidenciem fácil e fielmente as situações de aprendizagem.

Logicamente isso exigira novas concepções no formato e número de alunos por classe e em capacitação dos professores.

– Provas

Os instrumentos de avaliação onde o aluno estuda apenas para obter a nota tende a ser substituído por novos e adequados modelos, que identifiquem com maior exatidão suas reais dificuldades para a melhor intervenção docente uma avaliação eficiente e eficaz..

– Horários tradicionais

Assim como o ensino personalizado sob medida para atender às diferenças individuais,  também um horário flexível tende a ser implementado visando atender ao melhor desempenho de cada aluno conforme suas habilidades e ritmo de aprendizagem.

– Material escolar

Conhecimento e informação estão sendo cada vez mais organizadas de novas maneiras. Busca  de conteúdos, redes sociais, blogs, mensagens, revistas digitais e outras tecnologias estão se tornando uma nova forma para organização do conteúdo e de parte do material escolar de que o aluno necessita.

– Mesa do professor

A mesa do professor será muito mais virtual que física, considerando que todos os acessórios e utensílios de que precisa, estarão na palma da mão com comandos diretos ao equipamento dos alunos nos diversos recursos e dispositivos tecnológicos, como o smartfone, tablet e etc.

– Carteira do estudante

Considerando as intervenções, interações e deslocamentos de alunos, mobilizados por ensino baseado em projetos ou em problemas, as carteiras individuais não farão sentido aos novos formatos e organização das futuras salas de aula.

– Armários

Ficarão somente para a educação infantil e séries iniciais do Ensino fundamental. Já para o Ensino Médio estes já podem estar desaparecendo em sua escola. Serão gradativamente substituídos pelas “nuvens” digitais com grande capacidade de armazenamento de dados. Adeus ao papel!

– Livros didáticos

Os conteúdos dos livros didáticos serão gradativamente disponibilizados em dispositivos tecnológicos fixos e móveis, permitindo seu acesso na escola e em casa, sob a orientação e moderação do professor, agindo como um curador de conteúdos.

Tem mais alguma coisa que possa ser acrescentada?

Encaminhe para compartilhar ou deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

 

 

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O prazer em aprender com solução de problemas.

Olá, gente…Solução de problemas

A resolução de problemas no processo de aprendizagem é uma tarefa cognitiva de sucesso que envolve diversas habilidades como a compreensão de um texto ou enunciado, o planejamento e a execução da atividade ou experimento e a avaliação de uma situação baseada em critérios.

Segundo estudiosos da neurociência, as atividades educativas planejadas com a intenção de provocar a curiosidade e o desafio dos estudantes, além de eficaz produz maior prazer no processo do aprender e no desenvolvimento cognitivo do aluno.

Para o cientista cognitivo Daniel Willinghanm é muito importante que os problemas escolhidos para isso tenham um nível de dificuldade adequado e recompensador. Caso sejam muito fáceis ou muito difíceis, não trarão os efeitos desejados, pois não passarão aos alunos a vontade, o querer e o efeito do sucesso.

Veja por exemplo, o mundo dos jogos (games), onde o jogador está constantemente motivado a cada etapa ou nível de dificuldade e o prazer do mesmo na superação de cada etapa.

Essa ideia relaciona-se diretamente ao conceito do desenvolvimento proximal elaborado, por Lev Vygotsky, ao se referir como a distância entre o desenvolvimento real (solução independente de um problema) e o nível de desenvolvimento potencial (solução de problemas com a mediação do professor), permitindo assim uma sequência de etapas de superação e sucessos gradativos.

Vale ressaltar aqui que “sucesso” ou “bem sucedido” não tem a ver com a ideia superficial de elogiar o aluno, visando apenas elevar sua autoestima, mas ao incentivo de que as etapas sejam realizadas com ênfase na progressão de cada momento de aprendizagem.

Quando os alunos encontram um valor positivo em uma meta ou atividade e percebem o apoio de seu ambiente, esperam ser bem sucedidos em alcançar um resultado desejado e a serem fortemente motivados a aprender.

O problema é que para muitos estudantes a escola não propicia as condições de vivências para experiências bem sucedidas, pois o grande foco ainda incide sobre desempenho em provas regulamentares, notas e médias, levando ao parecer de que os alunos da escola atual são desmotivados, mas ao contrário não são.

Cabe, portanto, discutir e repensar os conceitos de aprendizagem e metodologias de ensino mais adequados para uma escola destinada à meninada do século 21, que por sinal já foram consumidos do mesmo mais de 15% do tempo.

Pense melhor sobre o assunto e encaminhe seus comentários.

Postado por Michel Assali

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Fim das férias. Volta às aulas!

Olá, gente…Fim das férias 2

O período de férias é integrante do período do trabalho. Portanto, se as férias foram inventadas para quem exerce um determinado trabalho, logo, férias é trabalho.

Pensando assim, como ficam as férias decorrentes do trabalho doméstico, aquele exercido por valentes mulheres (e até alguns homens), que triplicam sua jornada diária?

De qualquer forma, estamos de volta ao período letivo do 2o. semestre de 2016, que como sabemos passará “voando”, impondo aos educadores maior foco e atenção para a condução do planejamento do trabalho.
Logo após as Olimpíadas, teremos o evento das Eleições municipais, ocupando todos os noticiários e deixando a sensação de um semestre muito mais curto.

Portanto, voltemos com muita fé e esperança para que possamos realizar cada vez mais o melhor trabalho da nossa vida.
Vamos em frente e um bom trabalho a todos.

Postado por Michel Assali 

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