Archives: fevereiro 2017

O que você diria para o seu eu mais novo?

Olá, gente…jovens

Eu li um artigo em que um entrevistador pedia ao CEO do Drobox, listar suas perguntas favoritas de entrevista de trabalho. Uma das perguntas era, “Se você fosse capaz de voltar ao tempo em 10 anos, que conselhos você daria ao seu eu mais jovem”.

 

Seria injusto esperar que um entrevistado seja capaz de responder isso na hora e de supetão. Não porque seja difícil. Eu também tentei responder isso na forma de itens e elaborei uma lista que começou com três itens e foi ficando cada vez maior.  Percebi nesse exercício, como eu gostaria de ter passado algumas dicas e ideias para o eu mais jovem.

 

Também, não sei se naquele momento, naquele espaço, naquelas condições normais de temperatura e pressão meu eu mais jovem acharia interessante para me ouvir. E talvez, nem seguiria os conselhos que pudesse sugerir.

 

Porém, a experiência de pensar sobre isso é muito interessante, considerando as possibilidades de reflexão a respeito das nossas relações no trabalho e em muitos aspectos da vida social.

 

Pelo menos o exercício mental vale a pena, mesmo que seja para aperfeiçoar seu desenvolvimento pessoal.

 

Selecionei alguns itens que faço questão de compartilhar. Você pode dar continuidade à lista.

 

– O tempo é um dos seus recursos mais valiosos. Você usa o tempo para ganhar dinheiro, mas o tempo dirá quando você precisará começar a usar o dinheiro para comprar o tempo para fazer as coisas que você quer.

 

– Os adultos mais velhos podem levar opiniões que são racistas por natureza, carregam um tom de fanatismo ou elementos misóginos. Eles cresceram em diferentes épocas com diferentes narrativas sociais. Se as coisas que dizem deixam você pouco confortável, isso só significa que os tempos mudaram o que significa ser o melhor para você.

 

– A famosa frase “A vida é muito curta” é ridícula. Você ainda terá muito tempo para fazer um monte de coisas, mas apenas se você planejar com antecedência e adequadamente.

 

– Ser capaz de planejar é rotina da idade adulta. Algumas pessoas que são adultos (mas apenas fisicamente) não conseguem planejar além do que para o café-da-manhã. Pratique o planejamento de coisas o mais rápido possível, principalmente sua vida financeira.

 

– Se você não é bom com suas finanças, você tem que começar. Quanto antes melhor. Leia livros, blogs, revistas ou jornais e assista palestras a respeito do assunto. Ninguém pode lidar melhor com o seu dinheiro do que você mesmo.

 

– Você será eventualmente responsável por algo: seus filhos, seus pais, pagando sua casa ou apê, carro, serviços, etc. e ainda poderá administrar uma instituição, empresa, lutando por um sonho ou sonhos de seus filhos, etc.  Não tenha medo e não se preocupe, as coisas vão mudar no devido tempo.

 

– A diferença entre um adulto e uma criança, é ser responsável por suas ações. Como adulto você precisa limpar o seu próprio cocô e possivelmente, o cocô de outras pessoas.

 

– Cuidado em depositar todas as fichas no que chamam de talento. Se você não adicionar trabalho duro, coragem e paciência na mistura, seu talento será totalmente inútil. Sorte é a coisa que realmente dá alguém uma grande chance para o sucesso. Se você chegou a ler isso aqui, já pode considerar-se sortudo.

 

– Pratique a moderação em tudo o que faz, seja na sua comida, na bebida, nas xícaras de café que você toma um dia, e até no regime e dietas que insiste em fazer.

 

– Não tenha medo de ter uma opinião, mesmo que você esteja em minoria. Só porque alguém usa terno e gravata, tem mestrado ou doutorado, não significa que ele ou ela esteja certo. Somente porque alguém é mais velho não significa que sempre tenha bons conselhos.

 

– Não desrespeite o tempo das outras pessoas chegando atrasado a encontros, reuniões, apresentações, etc. Se você for o chefe, dê exemplos.

 

– Frequentemente os mais velhos usam noções estranhas que passam como justificativas para fazer coisas do mesmo jeito e nunca inovar. É o tal do “Sempre foi feito assim”, ou “Já tentamos isso e não funcionou”. Não caia nessa armadilha. Só porque eles são mais velhos, não significa que eles já dominam tudo.

 

– Não importa a profissão, alguns adultos não têm ideia do que estão fazendo. Então, se você está nesta categoria, saiba que você está em boa companhia.

 

– O lado inábil da vida dita que as pessoas que você somente deve pensar no amor e que o ódio é um grande pecado. Logicamente, estar em um estado de ódio é terrível o que ninguém deseja a ninguém. Porém, o ódio é também um estado que leva à motivação. Reflita se não é verdade!

 

– Pare de oferecer para fazer todas as tarefas a você demandadas somente para provar sua lealdade e confiabilidade. Aprenda a dizer NÃO, sem ofender.

 

– Algumas pessoas precisam de um pequeno empurrão para produzir. Outras precisam de colo de mãe para um simples trabalho. Há ainda alguns que somente produzem mediante bronca As pessoas são diferentes e cada um responde ao seu próprio sentido de motivação.

 

– Você não tem que resolver os problemas das outras pessoas. Algumas pessoas são “felizes” com seus problemas e adoram a vitimização. Eles podem não precisar da ajuda que você acha que eles precisam. Em todos os casos, pergunte antes de oferecer ajuda.

 

– Aprenda sobre todas as religiões para entender como e por que certos seguidores pensam e se comportam da maneira que fazem.

 

– Errar é humano. Não há problema em cometer erros, desde que você seja humilde em reconhecer, compensar os danos e aprender com ele. Aprenda a perdoar-se.

 

– Leia bons livros, assista bons filmes, reportagens e documentários. Participe de congressos, seminários, cursos, etc. Procure sempre aprender algo novo e fascinante todos os dias. Gradativamente, vá recheando seu baú de competências. A colheita virá a seu tempo.

 

– Sempre que puder, faça uma viagem. Curta, longa, não importa. Viaje mais,

 

– As histórias de romance nos dão uma única definição de felicidade. A verdade é que não será o bastante encontrar a somente a sua felicidade. Precisamos encontrá-la também em outros aspectos da vida. A vida é uma grande aventura construída gradativamente, sendo a felicidade percebida e sentida em momentos por vezes muito simples, e que dificilmente rimará com “…e eles viveram felizes para sempre.”

 

Bom, gente, por enquanto minha lista termina aqui. Mas, com sua contribuição poderemos aumentar isso.

 

E você? O que você diria para seu eu mais jovem?

 

Encaminhe suas sugestões e comentários.

 

Postado por Michel Assali

O desenho como instrumento de avaliação

Olá, gente!…Aprender desenhando1

Dentre a diversidade de formas metodológicas para avaliar aprendizagens, baseada em habilidades e competências, uma abordagem inovadora e muito interessante é o acompanhamento de desenhos representativos de situações ou fenômenos trabalhados nas diversas disciplinas do currículo escolar.

Pesquisadores americanos observaram que uma representação por desenho, coloca o aluno mais à vontade para expor conteúdos aprendidos, possibilitando a descontração e a criatividade.  Além disso, o desenho representado facilita ao professor acompanhar erros e equívocos de aprendizagem do aluno, permitindo intervenções no processo de ensino.

Os pesquisadores pediram aos alunos mais velhos que representassem através de desenhos algumas situações ou fenômenos a serem explicados para crianças menores. Após uma coleta e análise de 3.000 desenhos as conclusões básicas das pesquisas demonstraram que:

– os desenhos fornecem aos professores um feedback direto sobre os conceitos que os alunos estão ou não assimilando, para ajudar a promover um ensino mais eficaz;

– o processo de criação de um desenho para ensinar os outros tem o potencial de aprofundar a compreensão dos alunos sobre conceitos científicos e específicos.

– desenhos feitos por estudantes com a finalidade de ensinar os colegas podem revelar equívocos ou erros conceituais, exigindo imediata intervenção dos docentes.

Trata-se, portanto de mais um instrumento válido a ser inserido no processo de avaliação escolar.

Veja como exemplo ao lado, um desenho realizado por aluno do fundamental versando sobre o tema condutibilidade elétrica.

Experimente, compartilhe e deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

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Reflexão: O rio e o oceano

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. rio e oceano

Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas,

o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos

povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar

nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você

pode apenas ir em frente.

O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.

Porque apenas então o rio saberá que não se trata de

desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Assim somos nós.

Só podemos ir em frente e arriscar.

Coragem! Avance firme e torne-se Oceano!

Osho (Filósofo indiano)

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Ajudando professores com dificuldades para lecionar

 

Olá, gente…teach01

 

A carreira do magistério é e sempre será insubstituível. A não ser que nossa existência passe a configurar como a história do filme “Matrix”, as relações interpessoais continuarão a dominar e moldar a existência humana. É neste aspecto que o trabalho educacional e a pedagogia se manterão como ações necessárias ao desenvolvimento humano desde a Educação Infantil, independentemente de qualquer tecnologia que seja criada.

 

Porém, iniciar a carreira como professor muitas vezes é algo difícil para alguns candidatos à docência. Nada fácil com turmas grandes, mais agitadas, diversidade, legislação, tendências pedagógicas, novos colegas, chefes, etc. Neste aspecto é muito comum bater a insegurança,  no início de qualquer emprego, e a ansiedade frente ao novo, ao inusitado e a compreensão do funcionamento de uma escola. E isso, não é apenas prerrogativa dos novatos, pois as dificuldades podem surgir até aos mais experientes professores quando trocam de escola, substituem ou iniciam seu trabalho em um novo ambiente.

 

Nesse sentido, a equipe gestora deverá ter plena consciência do problema e guardar sempre na manga um plano especial para ajudar o professor recém-chegado a superar essas dificuldades. A direção e a coordenação pedagógica devem estar sempre prontos a favorecer essa integração, até que o docente se sinta mais confiante e confortável para que seu trabalho possa fluir com segurança e naturalidade.

 

Visando contribuir com esse aspecto, compartilho algumas dicas coletadas ao longo de muito tempo pela experiência direta e por observações do cotidiano escolar.

 

É importante criar situações para se aproximar mais dessas e outras sugestões.

Veja.

Relações interpessoais

Existem excelentes professores que são um pouco tímidos e necessitam de um pequeno apoio ou estímulo para serem mais acessíveis. Entender algumas das dificuldades e conseguir passar segurança é fundamental papel dos gestores. Pequenas reuniões, atenção personalizada, verificar suas necessidades, perguntar sobre dificuldades, incentivar com elogios, etc., são receitas infalíveis e de resultados satisfatórios a curto e longo prazo.       Contudo, é preciso sensibilidade e métodos eficazes para uma aproximação saudável e profissional.

O importante é saber valorizar o profissional e estar pronto para subsidiar com suporte adequado para a boa prática pedagógica. Quando há a integração do professor com o coordenador ou demais gestores, as chances de resultados positivos são enormes.

 

Planejamento

Considerando que os gestores de modo geral, estão há mais tempo na escola, é fundamental que a interlocução, apresentação e convivência entre os pares ocorra inicialmente com maior frequência, permitindo que o novo professor se posicione. A acolhida e a apresentação dos setores administrativos, características da comunidade e cultura escolar, precisam ser explícitas visando essa integração.

Planejamento, regimento, organização do trabalho, documentação, papel da secretaria, etc., precisam ser compartilhados com o novo professor. Isso ajuda muito na construção da visão e da cultura escolar quebrando preconceitos e distorções estruturais. Pode ser um bom começo.

 

Nessa hora, o coordenador pode ajudar o professor a identificar o que a turma precisa, quais os tipos de aulas podem ser mais eficientes, quais os tipos de atividade se encaixam no tipo de comportamento dos estudantes, entre outros pontos que precisem ser observados.

 

Pode ser muito importante ajudar o docente a organizar e dividir o conteúdo de maneira que o programa seja totalmente cumprido ao final do período letivo estabelecido. Organizar as etapas do planejamento em períodos curtos (semana, mês), acompanhar e avaliar o processo contribui na formação da docência e na qualidade do trabalho. Sugerir ou permitir trocas de atividades entre os pares visando melhorar aspectos didáticos e metodologias podem se configurar como atitudes essenciais que ajudarão o docente a construir gradativamente sua autonomia.

 

Formação em serviço: oficinas, orientações e palestras.

A universidade não prepara nenhum profissional pronto e acabado para atuar. A prática na realidade traz desafios que a universidade discutiu à luz das teorias. Portanto, há casos em que a dificuldade pode estar até na seleção e preparação de materiais didáticos a serem utilizados na sala de aula. E não são casos isolados considerando o trabalho docente com o aluno do século XXI. Exigências como o uso das tecnologias, pode ser um grande problema e é preciso que os gestores reconheçam as dificuldades visando criar um itinerário pedagógico de formação em serviço.

A escola pode trabalhar com essa questão, dando um treinamento geral para os docentes. O mesmo vale para o uso de métodos alternativos de ensino que sejam motivados pela escola. Treinamentos e palestras são essenciais para a melhor compreensão e para a troca de experiência entre os docentes.

 

Portanto, gestores e coordenadores precisam estar cientes e aptos a ajudar os novos docentes nessa empreitada visando produzir um trabalho que eleve a qualidade do ensino da escola.

 

Você tem mais algumas dicas? Encaminhe para compartilhar.

Encaminhe seus comentários sobre o assunto.

Postado por Michel Assali

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O planejamento como momento de aperfeiçoamento profissional

Olá, gente…Planejamento 2017

Planejar não é ato exclusivo da ciência, mas um traço fundamental e evolutivo do homo sapiens, que o distingue dos outros animais pela capacidade de pensar o futuro no presente.

Isso significa que planejar faz parte do senso comum  e cotidiano das pessoas em diversas situações.

Veja por exemplo ao prepararmos uma viagem de férias. Desenvolvemos pelo menos um pequeno planejamento, prevendo possíveis problemas e sua superação.

Fazemos um diagnóstico dos nossos recursos financeiros disponíveis, comparamos os pacotes turísticos, estadias, traslados, etc. Encontrada a viabilidade e o equilíbrio entre o sonho e a realidade, e lá vamos nós a preparar malas, roupas, acessórios e outras coisinhas.

Logicamente o planejamento por si não vai garantir o sucesso da nossa viagem se não o colocarmos em ação, prevendo-se ainda contingências para problemas que possam causar surpresas e espantos. Porém, com um bom planejamento, as chances de que a viagem seja previsível e atenda os objetivos, ficarão próximas de um percentual de sucesso.

O exemplo da viagem tem o intuito de servir como metáfora para ressaltar a importância do planejamento nos diversos setores da vida e em especial, quando lidamos com competência e produtividade no trabalho profissional, notadamente, o educacional.

É compreensível e sensato entender que o planejamento de etapas na educação requer conhecimentos, experiências e principalmente trabalho coletivo, uma vez que pressupões  encontros de pessoas de diversos segmentos em ambientes intra e extraclasse. Diagnósticos, coleta dados, análises e tomadas de decisões importantes, são características enriquecem e promovem a formação de novas habilidades e competências aos participantes.

É nesse contexto sócio educacional que as reflexões sobre o papel da docência e a função social da escola têm condições de promover uma construção coletiva de um trabalho pedagógico eficaz que possibilite uma educação necessária e de melhor qualidade.

Nesse sentido, o planejamento torna-se uma ferramenta poderosa a favor da gestão, da docência e da aprendizagem, enquanto um espaço  e tempo de aperfeiçoamento profissional promovendo a autoformação ( enriquecimento individual), e a heteroformação (enriquecimento do coletivo).

O planejamento visto nesse contexto torna-se instrumento fundamental na construção da autonomia pedagógica da escola, portanto um momento privilegiado para o sucesso.

Vamos pensar sobre o tema.

Bom trabalho a todos!

Postado por Michel Assali

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