Archives: março 2017

A frase mais perigosa na educação

 

Olá, gente…Danger Education

A frase mais perigosa usada dentro de qualquer organização e instituições é sem dúvida, “Nós sempre fizemos desta maneira.” Também se aplica à educação.

Nada contra uma abordagem segura do ensino muito menos contra a tradição do ponto de vista da apropriação de uma cultura escolar.

O problema sobre o qual chamo a atenção refere-se às abordagens seguras demais que acabam por engessar os sistemas à medida que são criados rigorosos controles em nome da estrutura e organização, impedindo assim o surgimento de espaços para a inovação e mudanças.

São tantas as leis, decretos, resoluções, portarias, recomendações, etc., que regulam muitos e todos de forma a abranges, atender e responder todas as perguntas e atitudes das pessoas inibindo a criatividade e reflexões sobre interpretações do fenômeno educativo o qual nada produzirá de novo, muito menos mudanças, pois “Nós sempre fizemos dessa maneira.”

E sem fazer coisas radicalmente diferentes, o máximo que podemos esperar é algum tipo de incremento de cima para baixo com grandes dificuldades de implantação e implementação, nas diversas redes de ensino.

Tenho escrito e falado muito sobre mudanças de paradigmas para o ensino e aprendizagem, ensino personalizados, atendimento às diversidades, uso das tecnologias, etc. não por motivos de rebeldia ou anarquista acadêmico, mas por compartilhar experiências com os profissionais mais jovens.  E nessa jornada, percebido que não é o suficiente apenas ouvir e aplaudir palestras dos diversos teóricos sem que se coloque diretamente a mão na massa.

Também, em nada adianta acumular conhecimentos sem que sejam realizadas experiências envolvendo sensibilidade docente.  Para expandir nossa competência profissional, em direção às inovações, é fundamental que nossa experiências seja realizada envolvendo toda a sensibilidade humana, o que aumentaria nossos conhecimentos em direção às  inovações e mudanças.

Sonhe, colete dados, experimente. Faça algo diferente este ano. Não necessariamente fazer por fazer ou porque foi dito, mas pelo o que você deseja realizar e que possa mostrar um novo caminho.

Este não é um apelo para o caos, mas sim para a coragem de cometer erros.

Não persiga apenas ser sua melhor versão de um modelo ultrapassado, mas tornar-se ousado e corajoso naqueles aspectos que muitos consideravam serem impossíveis de se realizar.

Permita-se à esperança! Sua e de seus alunos. Ou, “Nós sempre fizemos dessa maneira.”

Encaminhe seus comentários.

 

Postado por Michel Assali

 

Outono 2017

Olá, gente…

O outono 2017 começa hoje e anuncia, como as demais estações, uma transformação impressionante na natureza. Algumas espécies de plantas cuidam para se aquietar e descartar suas folhas castigadas por ventos, poeira e outras intempéries.outono 2017

Pois assim, ao se recolherem em si mesmas parecendo às vezes, secas e sem graça, concentram toda sua energia e esforço para, surpreendentemente, renascerem na primavera com toda sua beleza e esplendor.

 

A natureza nos mostra exemplos em que há momentos de nossa vida a serem vividas como o que ela nos ensina. Recolher-se em nós mesmos, analisar nossa vida e encontrar forças para uma renovação física e espiritual, ciclo a ser sempre repetido. Muitas vezes precisamos descartar nossos lixos físicos e espirituais, buscando sempre a renovação.

Porque a vida não para nunca!

Deixemos nos levar pelo outono e vivamos a experiência com sensibilidade! Pois, é preciso saber e aprender a viver. Viva!

Postado por Michel Assali

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Construindo Projetos Educacionais

Olá, gente…

Teamwork and cooperation concept - group of twelve people, male and female, assembling a light bulb shape with blank puzzle pieces on a rustic textured desk, top view.

Teamwork and cooperation concept – group of twelve people, male and female, assembling a light bulb shape with blank puzzle pieces on a rustic textured desk, top view.

Tenho insistido em diversos momentos que todo professor ou pedagogo, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, como formas que possibilitam a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe, acrescidas de muita sensibilidade.

Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho para envolver-se em atividades e elaboração de projetos inovadores que produzam ações de impactos e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência da teoria e prática, acrescidos de sensibilidade,  concretiza ideais e qualifica cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência no desenvolvimento da sociedade.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo, sugestões de uma sequência de passos e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais.

Confira!

Regimento da instituição: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de ideias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno.

Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

Apresentações públicas: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranquilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros passos?

Encaminhe para partilhar.

Postado por Michel Assali

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Semana Internacional da MUlher

Semana Internacional da Mulher

parabéns mulheres

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Importância em desenvolver competências sócio emocionais

Olá, gente…habilidades socioemocionais

Sabemos muito bem da importância do desenvolvimento das habilidades e competências cognitivas nos processos de aprendizagem. E que as políticas públicas destinam de recursos com base nas avaliações externas aplicadas, com a finalidade de aperfeiçoar os sistemas e redes de ensino, visando o aperfeiçoamento e a formação continuada de seus profissionais, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino, com ênfase no “saber” e “saber fazer”.

Porém, pouco tem sido discutido e considerado para o desenvolvimento das habilidades e competências não cognitivas ou, sócio emocionais, relacionadas ao “saber conviver” e “saber ser”.

Motivação, autonomia, equilíbrio emocional, relacionamentos interpessoais, são competências a serem desenvolvidas e avaliadas com a finalidade de suscitar reflexões, direcionamentos e elaboração de projetos, tendo em vista seus impactos na qualidade da escola.

É certo que ninguém discorda da importância dessas competências, porém, pouco valorizadas e sequer mensuradas, nas reflexões sobre resultados de desempenho das avaliações internas e externas.

Ações como, o de ampliar período escolar, currículos adequados, engajamento social, integração do corpo docente, envolvimento real da comunidade, integração dos setores e níveis e modalidades de ensino, entre outros, poderão se constituir em elementos relevantes para a elaboração de novos projetos e ações de políticas públicas eficazes em educação.

Porém, se ignorarmos a preocupação em desenvolver as competências emocionais, acabaremos por fazer políticas públicas pouco adequadas para a educação necessária para os novos e conturbados tempos.

Somente conhecimentos conceituais não serão suficientes para as transformações desejadas para uma educação de qualidade, se quisermos que nossos novos cidadãos sejam realmente conscientes e ao combate aos diversos tipos de corrupção e abusos aos direitos humanos conquistados.

A necessidade de maiores investimentos no desenvolvimento de habilidades e competências não cognitivas no interior da escola poderá se constituir uma ferramenta importante para alavancar inovações necessárias aos novos desafios sociais e objetivos da educação para o século XXI.

Pense sobre isso. Deixe seus comentários!

Postado por Michel Assali

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