Archives: agosto 2017

10 razões pelas quais os alunos não fazem perguntas durante a aula.

Olá, gente…Questão 2

 

É muito comum que ao final de uma aula, uma explanação ou exposição de um assunto, o professor ou palestrante abra um tempo para perguntas dos alunos ou participantes.

Boas perguntas são tão ou mais importantes que as respostas. Veja que toda e qualquer pesquisa tem início por uma pergunta. É a pergunta que mobiliza a ciência e, consequentemente, leva às descobertas, uma vez que a pergunta revela a necessidade da informação e conhecimento.

 

Boa parte dos educadores alega que o diálogo com a classe na condução para boas perguntas dos alunos contribui sensivelmente para a melhoria da qualidade do que é ensinado, além de instigar e desenvolver a habilidade de questionar.

 

Portanto, se você deseja inflamar a curiosidade, provocar o aluno para fazer perguntas é uma excelente estratégia com resultados comprovados, se conduzida de forma eficiente pelo professor.

 

Então por que é tão difícil fazer com que os alunos façam boas perguntas?

 

Este é um problema que desafia os professores desde o início da educação moderna. Todos tiveram a experiência de abrir um tempo para perguntas em classe e ouvir … silêncio.

E este não é apenas um problema limitado às salas de aula físicas, presenciais, pois ocorre também em situações de salas de aula virtuais, on e off line, onde o comportamento do aluno é praticamente o mesmo.

Como resultado, tem havido uma série de pesquisas e reflexões sobre esse tema, muito pertinente ao enriquecimento do trabalho pedagógico.

 

Segue abaixo, um pequeno resumo com 10 motivos mais comumente citados pelos professores para que o aluno não faça perguntas durante a aula.

 

1- Os alunos não entendem porque fazer perguntas é importante.

2- Os alunos precisam de ajuda para formular boas perguntas.

3- Boas perguntas não vêm à mente dos alunos enquanto estão na aula.

4- O aluno não tem curiosidade sobre o assunto e precisa de inspiração.

5- O aluno está tão perdido, eles não sabem por onde começar.

6- O aluno é um introvertido, ou tímido e evita se envolver naturalmente no diálogo.

7- Medo de fazer uma pergunta estúpida e sofrer bullyng.

8- Medo de parecer ridículo por uma pergunta não inteligente.

9- Medo de que sua pergunta estará “matando o tempo” da aula.

10- Não há tempo suficiente na aula para discutir questões abertas.

 

Tem mais alguma sugestão para darmos continuidade ao post?

Encaminhe para compartilhar.

 

Postado por Michel Assali

 

10 itens a considerar na elaboração de projetos educacionais e outros.

Olá, gente…Projeto 2

Tenho insistido em diversos momentos que todo professor, pedagogo ou gestor, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, de forma a garantir a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe. Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho em esforços para produzir educação, ou seja, se envolver em elaborar projetos inovadores que produzam ações de impactos na aprendizagem e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência concretiza os ideais de qualificar cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo,  dez itens com sugestões e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais ou outros.

Confira: 10 itens a considerar na elaboração de um projeto.

1 – Regimento da escola / instituição: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

2 – Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

3 –  Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de ideias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

4 – Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

5 – Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno.

6 – Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

7 – Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

8 – Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

9 – Apresentações: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

10 – Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranquilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros itens?

Encaminhe para que possamos compartilhar.

 

Postado por Michel Assali

 

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Professor sem estresse!

Olá, gente…Sem estresse

 

Do que tenho lido e ouvido sobre o trabalho, chama a atenção frases interessantes das quais destaco esta: “Se você ama o que faz jamais se sentirá estressado.”

 

Particularmente eu não concordo com esta frase, pois penso que mesmo amando a nossa atividade, temos momentos em que o estresse pode ocorrer, seja pela rotina, volume do trabalho ou chefe chato.

 

Sabemos que a jornada de todo o professor é intensa. Começa em casa, passa por uma, duas e até três unidades ou instituições escolares e termina em casa. Planejamento, seleção de conteúdos, organização do trabalho pedagógico, gestão da sala de aula, avaliação, feedback, etc. são atividades que ocorrem dentro e fora da sala e da escola o tempo todo.

 

Toda essa rotina gera por vezes preocupações e consequentemente, estresse, o que pode colocar em risco o nosso amor pela educação e pela profissão se não aprendermos a gerir nossa atividade educacional.

 

Para alertar e controlar parte disso coletei algumas dicas e sugestões visando minimizar os malefícios do estresse e garantir a manutenção da alegria no trabalho docente.

 

Vejamos:

 

1 – Sempre que possível desligar-se de toda a tecnologia que relaciona escola com nossa casa.

Apesar de soar esquisito, é preciso que se separem as comunicações. O que é do trabalho, somente trabalho. O que particular ou dos contatos sociais, somente em contas para essa finalidade.

Isso evita de ficar recebendo notificações de e-mail de trabalho no telefone de uso particular e vice-versa. Assim, notificações de trabalho ficam somente nas comunicações de trabalho.

Lembre-se: e-mail recebido fora do horário de trabalho ou nas férias implica em trabalho extra.

 

 2 – Alivie peso morto. Diminua as sacolas!

É muito comum ver professores transportando sacolas, grandes pastas ou até malas. Sabemos que ali dentro tem de tudo. Provas, trabalhos, lanches e garrafinhas de água.

Sabemos que é muito difícil se desvencilhar de tudo isso. Porém, é preciso pensar melhor e verificar o tudo aquilo que pode ou deve ficar na escola.

 

Abra o porta-malas de um carro de professor e encontrarás uma verdadeira papelaria ou a continuidade do armário escolar. Fora o que ficou em casa em muitas vezes.

É preciso colocar alguns limites e encontrar um equilíbrio para isso, seja em tempo ou em espaço.

 

3 – Tente não viver na(s) escola(s).

Separe casa e escola. Existem casos de professores que somente falta “dormir” na escola. Vá com calma com isso.

O trabalho do professor não termina na escola e a aposentadoria estará cada vez mais longe. Sempre que possível, faça tudo para aproveitar o final de semana consigo mesmo ou com a família.

Muitas ideias novas surgem nos momentos de lazer, já dizia o autor italiano Domenico De Masi, no seu texto “O ócio criativo”.

 

4 – Aceite que não somos perfeitos, nem as coisas o são.

Planejamos a aula, estudamos conteúdos, separamos materiais, etc., achando que a próxima aula será o sucesso. Porém, nem sempre as coisas transcorrem como queremos. São tantas as variáveis na educação que contribuem para o sucesso ou decepção de certos dias de trabalho.

 

Logicamente que, quanto mais preparados, melhor será a qualidade da aula. Isso porém, não elimina a possibilidade do improviso ou ainda de aceitar determinadas decepções e transformá-las e novos pensamentos e ações de sucesso.

 

Quando você deixar de ir tentando ser um “mestre perfeito” pode desfrutar de si mesmo e de seus alunos muito mais!

 

5 – Tenha sempre um plano para o tempo de planejar

Parece estranho, não é? Sei que é difícil. Mas, é preciso pensar e organizar um tempo para planejar o próprio planejamento do trabalho. Parece uma grande bobagem, mais isso ajuda muito a evitar o estresse no trabalho docente.

Sabemos que temos calendário apertado, com conteúdos e provas e se você não se organizar será atropelado por uma porção de pequenas coisas que o deixarão irritado e estressado.

 

O plano de um planejamento é simples e contribui para que não nos afoguemos na burocracia que nos é exigida, por vezes mais do que a própria pedagogia.

 

6 – Dormir bem, sempre que possível.

Sei bem que não é tão fácil. Professor acorda cedo ou dorme tarde. Ou ainda, as duas coisas. Por um grande período da minha vida profissional de professor, acordava às 05h30 e ia dormir às 24h. Trabalhava em todos os períodos.

Reconheço que poucas horas de sonos não favorecem um trabalho voltado a não ter estresse.

Porém, é preciso reconhecer que todo o profissional precisa desenvolver atitudes para ter um sono bom e reparador. Existem técnicas para isso. Pesquise sobre o assunto e faça o possível para um sono de qualidade, pois isso alivia ou elimina o estresse.

 

7 – Aprecie seus alunos e a sala de aula!

Essa é uma dica muito interessante. Quando você se encontrar irritado no trabalho, pense no quanto você faz diferença aos seus alunos. O quanto você é importante na formação de cada um, os quais levarão em suas memórias seus ensinamentos e atitudes.

É o momento que justifica e valoriza o que fazemos e por que razões o fazemos.

É encontrando e apreciando nossos alunos que percebemos que ensinar não é apenas uma profissão. É uma maneira de ver o mundo, um jeito de ser, uma arte, uma ideia e uma concepção de vida.

E isso, não para qualquer pessoa. São para pessoas especiais. Se você está ali, na sala, não é por acaso, mas talvez seja por mérito ou por estar no lugar certo e na hora certa.

Ensinar é uma profissão maravilhosa e muito mais do que um simples emprego. É destinado a pessoas que gostam de lidar com gente e a desenvolver pessoas.

 

Essas simples dicas têm a intenção de contribuir com o trabalho docente, prevenir o estresse e vivência da alegria de ser professor.  Sei muito bem que isso não é fácil e luto o tempo todo para aprender a colocar em prática essas dicas.

Tem mais algumas dicas para aumentar nossa lista? Envie para que possamos compartilhar.

 

Postado por Michel Assali.

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