Nem todo trabalho em grupo é trabalho em equipe

Olá, gente…group-study

O trabalho coletivo vem ganhando adesões contundentes como modelo adequado para as tendências sociais neste início de século, caracterizando-se pelo formato ideal para atender as demandas das sociedades modernas em diversos setores e instituições.

Por sua vez, a instituição escolar se organiza de forma a acreditar que a formação de grupos de trabalho pode ser uma maneira eficaz de incentivar trabalho em equipe favorecendo o contato, as trocas e o desenvolvimento de objetivos sócio emocionais visando a preparação para a fase adulta.

Aqui convém ressaltar que grupo e equipe têm conotações diferentes. Enquanto o primeiro se refere a um agrupamento que pode ocorrer por circunstâncias diferentes e temporais, sem produzir vínculos, o segundo, ou seja,  a equipe, tem a concepção de um trabalho não somente coletivo, mas principalmente, colaborativo. Melhor ainda, a equipe constrói uma união, um trabalho conjunto e significativo para todos seus integrantes, envolvendo a todos com os objetivos e resultados do seu trabalho.

No trabalho em equipe, todos se comprometem com o sucesso de todos, sem que ninguém fique para trás, independentemente das diferenças individuais de seus integrantes.

A formação de equipe é mais significativa e intencional do que a de um grupo e, portanto, oferece uma profundidade de experiência e educação diferenciadas.

Acolhimento, perseverança, compreensão, organização, divisão do trabalho e responsabilidades entre outros, são atributos a serem desenvolvidos para a formação de uma boa equipe, superando assim o simples e pontual trabalho em grupo.

Por essas e outras razões é possível perguntar se realmente o trabalho organizado nas nossas escolas é um trabalho em grupo ou um trabalho de equipe, pois como se afirma no título, nem todo trabalho em grupo é um trabalho de equipe.

Nesse sentido, o trabalho docente é fundamental na orientação da formação de grupos que possam evoluir para uma equipe de trabalho desejável. E isso exige a mediação dos professores, considerando-se tratar de um processo de aprendizagem cognitiva e emocional.

Para contribuir com o trabalho docente, seguem abaixo algumas sugestões para considerar ao construir com os alunos equipes para o desenvolvimento de projetos de aprendizagem ao longo do ano letivo.

– Reconheça a necessidade de formar equipes de trabalho

Pergunte-se: O projeto ou atividade se presta bem ao trabalho colaborativo e à divisão de tarefas? Existem componentes suficientes para o projeto que exigem o trabalho coletivo?

– Demonstrar a necessidade de formar uma equipe

Depois de reconhecer a necessidade de uma equipe, demonstre essa necessidade para a classe. Apresente situações problema do mundo real cuja solução se faz necessário o trabalho em conjunto.

– Mostre os resultados

Encontre uma maneira de demonstrar a diferença entre o resultado final de um problema resolvido com o trabalho em equipe e individual. Os resultados do produto acabado foram diferentes? Foi uma maneira mais efetiva?

– Esclareça sobre os benefícios do projeto ao se trabalhar em equipe

Explique como o projeto em questão se beneficiará de trabalhar em conjunto e a importância de reconhecê-lo como uma experiência multifacetada com diferentes papéis a preencher.

– Avalie habilidades e conhecimento promovidos pela participação de todos

Determine os pontos fortes e as habilidades potenciais  que cada integrante desenvolverá no trabalho em equipe.

– Criar equipes diversas

Decida como formar cada equipe, considerando cuidadosamente os pontos fortes e fracos de cada membro e como eles podem se beneficiar da dinâmica do grupo.

– Facilite a discussão

Ajude a manter a conversa dentro dos grupos dinamizando a sala de aula e facilitando a discussão. Faça perguntas sobre seu processo de discussão dos temas propostos, dos recursos que estarão usando ou resultados possíveis resultados.

– Materiais de apoio pedagógico

Certifique-se de que cada equipe tenha acesso aos materiais de apoio e conteúdo que lhes permitam realizar a tarefa com criatividade e recursos.

– Cuidado com os alunos sem voz

À medida que você está facilitando a discussão, fique atento aos alunos que não se sentem ouvidos ou hesitam em participar. Faça com que sejam ouvidos e tenha participação na equipe.

…Continua em nova postagem…

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Postado por Michel Assali

 

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