Recuperação Escolar Contínua

Recuperação contínua

Olá, gente…

O ano letivo nem começou e já estamos chegando ao fim do 1º trimestre!

As interações e relacionamentos se ampliam e aproximam as pessoas da comunidade educativa. Os projetos pedagógicos marcam o início e dão o tom de sua concretização. É momento em que afloram as individualidades dos alunos evidenciando as diferenças acadêmicas sutis ou marcantes, das etapas reais da aprendizagem. Momento em que a docência se faz diferenciar pela forma de observar o fenômeno educativo.

Embora pareça ser precoce preocupar-se com a recuperação da aprendizagem, convém ressaltar que é esse justamente o momento pedagógico para ratificar toda a essência do processo.

A recuperação da aprendizagem constitui mecanismo colocado à disposição do Escolas e dos professores para garantir a superação de dificuldades específicas encontradas pelo aluno durante o seu percurso escolar e deverá ocorrer de forma contínua ao longo do ano e intensiva ao final do ano letivo, em cada ano e série do Ensino Fundamental e Médio.

A recuperação contínua está inserida no trabalho pedagógico realizado no dia a dia da sala de aula e decorre da avaliação diagnóstica do desempenho do aluno, constituindo-se por intervenções imediatas, dirigidas às dificuldades específicas, assim que estas forem constatadas.

A recuperação contínua é composta por um conjunto de estratégias elaboradas pelo professor com o objetivo de recuperar conteúdos essenciais que não foram assimilados pelo estudante. Portanto, a recuperação contínua tem como foco a aprendizagem e não simplesmente a recuperação de notas.

 Estratégias sugeridas para a recuperação contínua:

– Aulas de revisão e aulas adicionais.

– Atividades e pesquisas.

– Exercícios e trabalhos extras;

– Revisão – exercícios que retomam conteúdos importantes que já foram abordados anteriormente.

– Incentivo, reconhecimento e motivação à participação;

– Envolvimento dos familiares.

– Ensino de técnicas facilitadoras da aprendizagem: anotações, leituras, organização acadêmica, etc.

As atividades de recuperação contínua serão realizadas no decorrer de todo o ano letivo, com base nos resultados obtidos pelos alunos nos diferentes instrumentos de avaliação e discutidos nos horários coletivos com os pares e equipe técnica.

É fundamental que o planejamento das atividades de recuperação contínua leve em consideração:

– o plano de trabalho do Professor que expresse as expectativas de aprendizagem pautadas nas metas propostas no Projeto Pedagógico;

– a definição das intervenções pedagógicas do Professor necessárias à superação das dificuldades detectadas;

– o re-planejamento das atividades com vistas à organização do tempo e espaço na sala de aula;

– a participação do aluno no processo de avaliação dos resultados de aprendizagem, garantindo-se momentos de sua análise e auto-avaliação dos alunos a partir das expectativas de aprendizagem;

– os registros como instrumentos que revelem as ações desenvolvidas, o processo de desenvolvimento dos alunos, os avanços, as dificuldades e as propostas de encaminhamento;

– a divulgação dos resultados aos pais ou responsáveis, na busca de sua participação e colaboração nas atividades de reforço e na realização de tarefas complementares.

Em situações em que o aluno não apresentar os progressos previstos em relação aos objetivos e metas propostas, poderá ser recomendado para aulas de Reforço em horário de contra turno, julgada a sua conveniência em cada caso pelo Professor, após análise do Coordenador Pedagógico e S.O.E., com a adesão e autorização dos pais ou responsáveis.

É preciso refletir, discutir e, sobretudo, agir!

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 REFERÊNCIAS

 BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da república Federativa do Brasil. Brasília, DF, 21 dez. 1996.

 DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. Porto Alegre: Mediação, 2004.

 HOFFMANN, Jussara. Pontos e Conta Pontos.  Porto Alegre: Mediação, 2003.

 LUCKESI, Cipriano Carlos et al. Processo Educativo: Desafios da aprendizagem e a avaliação significativa. In: XII SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO. 2011, Santa Catarina.

 MELCHIOR, Maria Celina. A Importância da Avaliação. In: ______. Avaliação Pedagógica: Função e Necessidade. 3.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002. p. 14-17.

Postado por Michel Assali

 

 

 

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